Pelo menos para uma coisa esse babaca do Duda Mendonça me serviu. Esse episódio ridículo de briga de galo fez com que eu resgatasse em minhas memórias aquelas brigas de galo que realmente tinham graça. Não essas realizadas em uma rinha de terra em um sítio obscuro, mas as feitas na piscina do clube que freqüentava em minha mais tenra infância.
Briga de galo era O ESPORTE a ser realizado no verão. Natação era coisa de mané. A cúpula da malandragem se dedicava mesmo à prática desta arte marcial sub-aquática que, diga-se de passagem, merece seu lugar nos jogos olímpicos.
É claro que um monte de gente vai falar: “Porra Manson, qual a graça de um marmanjo montado na corcunda de outro se engalfinhando com outra dupla de babacas?”
Pois eu respondo: tirando violência gratuita e demarcação de território típica nas crianças de 12 anos, não há realmente absolutamente nenhuma graça. Parece coisa de mané mesmo.
Mas só parece. Veja bem: a brincadeira começava com 4 moleques desagradáveis, mas não demorava muito para as menininhas em volta assanharem suas bucetinhas para subirem em nossa corcunda. A briga de galo masculina era apenas uma pequena penitência para logo em seguida participarmos da modalidade que realmente interessava: a briga de galo - categoria mista.
A briga de galo - categoria mista, era a coisa mais erótica que poderia acontecer na vida de um moleque de 12 anos. Imagine uma menina montada em sua corcunda, com seus genitais novinhos em folha, ainda com lacre, se esfregando vorazmente sem sua nuca. E tudo que separava o contato direto entre as duas peles era uma lycra vagabunda que, devido ao excessivo volume de cloro nas piscinas de clube, logo perdiam a elasticidade. Ficavam completamente frouxas, propiciando uma liberdade inimaginável para a jovem e inexperiente bacurinha.
Como esquecer estes momentos? Minhas jovens mãos segurando firmemente as coxas daqueles projetos de ninfeta. E as pernas, em reciprocidade, apertavam o meu pescoço se enroscavam em meu torso ainda sem pêlos.
E são hipócritas as meninas que, ao lerem isso, farão um ar escandalizado. Nós sabíamos muito bem que muitas gostavam e se aproveitavam de toda aquela embolação para explorar novas sensações. As mais safadas já estavam marcadas. Eram as que preferiam lutar apenas com uma mão. Com a outra, seguravam nossas testas, fazendo com que as sarradas em nossas nucas fossem ainda mais vigorosas...
Duda Mendonça acertou no nome do hobby, mas errou na modalidade. Na minha briga de galo, os únicos bichinhos maltratados eram nossos jovens membros, surrados nas abafadas noites de verão. Bons tempos que não voltam mais...
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