Cocadaboa

Ele voltou?

Tentando ver se blogar está mais fácil ou difícil do que na minha época.

Wagner Martins, 36. Devo tudo que tenho a um blog, mas por uma década fui imbecil a ponto de abandoná-lo.

Je suis Über

Amigo trabalhador urbano que perdeu o emprego no meio desta crise: considere estas duas opções que o sistema oferece para você conseguir trabalhar e sobreviver com alguma dignidade:

  • Na primeira você aluga um taxi. R$ 160 a diária. Seu dia começa no negativo: menos R$ 160. Aí você trabalha em condições bem ruins. Num trânsito insalubre de uma cidade perigosa. Vai ganhando um trocado, de corrida em corrida… Até zerar o seu dia (nos primeiros R$ 250 faturados - sim, porque você paga a gasolina). Com sorte, só se passaram umas 4 horas. Você tem mais umas 10h pra "fazer seu lucro". Vai na fé!
  • Na segunda você compra um carro próprio. Colocando todas as despesas, deve dar uns R$ 100 a diária. Se cadastra no Uber. Você começa o dia no - R$ 100. Trabalha as horas que quiser e sem necessidade de atender clientes mais perigosos catados na rua.

Está claro que o Uber vale mais a pena. Ele te explora como trabalhador, mas com uma taxa de acesso ao mercado um pouco menos obcena do que os 58 empresários que alugam taxis em São Paulo. Aproveite estas migalhas que a quebra de um oligopólio te oferece.

 

A internet pode democratizar a democracia

Parlamentarismo? Voto distrital? Financiamento público de campanha? Pra que perder tempo com coisas do século passado?

O Brasil vai entrar em um momento de discussões importantes sobre uma reforma política. Quer dizer, eu espero que entre. A crise de representatividade não é um problema só nosso. Tudo bem que aqui temos fatores que aumentam o drama, mas na grande maioria dos regimes democráticos o povo não tem visto seus interesses bem representados pelos seus políticos.

Nos últimos 10 anos, a forma que fazemos política mudou. Estão aí as discussões de Facebook para dar um gostinho. Mas expressar a sua opinião sobre algumas questões para os seus amigos é só o começo da brincadeira. Cada vez mais movimentos que culminam com manifestações "no mundo real" vão se organizar do nada e mais grupos vão se unir para fazer valer a sua visão. Manifestações (na rede ou na rua), principalmente as propositivas, farão parte da rotina do cidadão comum e não apenas de classes tradicionalmente organizadas sindicalmente como operários, estudantes e professores.

E nos próximos 10 anos isso só vai se intensificar. O problema é que a reforma política que será votada em breve ignora isso. Ela não contemplará as mudanças que a tecnologia imprimiu em nosso comportamento e as possibilidades que ela oferece para nos reconectar com a política.

Votar em questões binárias como "aborto", "discriminalização das drogas", "maioridade penal" e etc deveria ser tão simples quanto escolher quem será o eliminado do BBB. Os meios para que a discussão seja ampla e a manifestação da opinião com um "sim" ou "não" já estão aí, na mão de quase todo mundo.  E com uma fração dos custos que os plebiscitos tradicionais impõem.

Alguns podem falar que não estamos preparados e que nem todo mundo tem acesso agora. Mas volto a lembrar: isso não é uma utopia. É fato que a tecnologia será acessível para todos nos próximos 10 anos.

Na Argentina, já há uma iniciativa onde os cidadãos discutem as questões que seus representantes votarão. E os representantes eleitos, que puxam e organizam o debate, são obrigados a votar de acordo com o que a sua base escolher.

E a beleza do Partido de la Red é que ele nem esperou uma reforma política. O estatuto do partido e a plataforma tecnológica são a mesma coisa. Apoiar este partido não depende de visões de mundo. A questão é meramente "como vamos votar". Para endossar este modelo de decisão, basta eleger mais representantes do partido. Quanto mais representantes eleitos, maior  seu poder de influência. Recomendo uma boa navegada pelo canal deles no YouTube.

As cartas estão na mesa. Em um cenário onde poderemos opinar sobre tudo e a qualquer momento, o que pode mudar? É só voto distrital e duração de mandato? Vamos reformar com algo que em breve estará obsoleto ou vamos abrir as portas pra de fato dar um salto democrático e mudar a forma como nossa sociedade toda decisões independentes de governos? Se tá tudo errado, vamos começar discutindo como e pra que votamos.

Nova campanha da 301 para Viber

Hoje a 301.yt lança uma campanha importantíssima para seu futuro. Não apenas porque somos uma startup e toda campanha que lançamos são importantíssimas para o nosso futuro, mas também porque ela reúne elementos essenciais do que um dia queremos ser.

O primeiro deles é conseguir trabalhar neste projeto com criadores de verdade. Erik Gustavo e Ulisses Mattos são figuras que desde sempre usam sua criatividade para contribuir com o entretenimento online de uma forma genuína. Não são publicitários criando roteiros em suas baias de fórmica. São caras nas trincheiras da internet que pensam em conteúdo todos os dias.

O segundo é conseguir colocar um projeto na rua para um serviço global que já está no patamar de meio bilhão de usuários. Estar em uma garagem, começando uma agência do zero, e já conseguir trabalhar com uma empresa conhecida em todo mundo e com essa capacidade de impacto na vida de tanta gente, é uma oportunidade que nos tira o direito de reclamar de qualquer crise.

O terceiro tem a ver com prototipagem. Prototipagem de verdade. De pegar uma ideia, colocar no ar e ver se ela faz sentido. O formato de conteúdo em vídeo escolhido para começar a desenvolver o canal do VIber nasceu há mais de um ano atrás. A hipótese era simples: "E se usássemos trocas de mensagem em vídeo para criar a primeira mesa-redonda para discussões remotas, onde cada um contribui a distância, sem precisar juntar todos em um estúdio?". Muito tempo depois essa semente germinou e colocamos no ar este conceito. Um formato que nasceu sem briefing e sem pretensões, mas que seu amadurecimento fez encaixar perfeitamente com a nova funcionalidade de Grupos Abertos do aplicativo.

A quarta é nunca dar uma ideia como completa após entregue para o cliente. Na verdade, o trabalho começa agora. Junto com os principais grupos abertos do Viber, com estes novos profissionais de conteúdo que vivem de formar comunidades na internet, queremos chegar em outro nível. Agora a bola está com eles para que esta linguagem de captação e publicação de conteúdo ganhe sua identidade. Que a nossa série, "fabricada com cabeça de agência", seja só o começo de uma nova forma de fazer vídeos usando o aplicativo. Que os criadores se empolguem da mesma forma que a gente e enxerguem neste exemplo grandes oportunidades de produzir seu conteúdo. 

Entender que os melhores produtores de conteúdo não se criam em agência, ter a confiança de clientes com ambições globais, saber que é fazendo que se aprende e ter a consciência que uma ideia só se torna grande se ela for aberta para qualquer um contribuir. Elementos essenciais do que um dia a 301.yt quer ser.

Dito isso, por favor prestigiem os 2 primeiros episódios que colocamos no ar. 


Eduardo Cunha tira do ar ashleymadison.com

Um site voltado para o adultério. Ashleymadison.com. Nele, pessoas casadas se cadastram para "ter casos discretos". No nosso Brasil, isso é inaceitável!

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB - RJ), retire do ar IMEDIATAMENTE este site que viola o nono mandamento (Não desejar a mulher do próximo). E também exigimos que o crime de adultério volte a constar no código penal.

Que os ensinamentos do evangelho corrijam este país!

Atenciosamente, todos os cidadãos que compartilharem este post. 

Seu estacionamento não vale mais do que minha vida

Caro cidadão que compartilha os espaços públicos da cidade de São Paulo comigo, tudo bem?

Seguinte: não pretendo que você passe a usar bicicleta no seu dia a dia. Sei que muita gente não pode. Seja por razões de distância, condição física, horários de trabalho ou estilo de vida.

Seria um absurdo eu querer impor uma opção de vida minha para você e outras pessoas. E eu sei que você também não está preocupado em me convencer a deixar a bicicleta em casa e sair de carro. Então o objetivo aqui não é dizer quem está certo. Ambos estamos!

Eu só quero um pouquinho de espaço. Espaço cada vez mais raro na cidade. A cada ano que passa são mais veículos e não dá para alargar todas as ruas e sair construindo mais viadutos e mergulhões. Fizemos isso nas últimas décadas e o problema só piorou.

Você pode pegar o seu carro e ir e vir para onde quiser. E eu posso pegar minha bicicleta e fazer o mesmo. Direitos iguais, opção de cada um. Não vou te julgar. Não levanto a bandeira de que "sou um carro a menos" ou "sou parte da solução". Levanto a bandeira de que cada um pode se deslocar pela cidade como preferir.

Achamos que somos inimigos, mas não somos. O verdadeiro inimigo são as vagas de estacionamento em algumas ruas. Várias vias importantes da cidade, que vivem quase sempre congestionadas, possuem espaço para estacionamento. Algumas em ambos os lados!

Tá faltando espaço para a gente andar e os caras ainda querem estacionar atrapalhando o fluxo de veículos? Por favor, engrosse a pressão comigo! 

Vamos pedir para o prefeito seguir eliminando vagas de estacionamento em algumas vias públicas. No espaço que elas liberam cabe um cantinho para eu andar de bicicleta com MUITO MAIS segurança, conforto e velocidade. E sem te atrapalhar! Além disso, as faixas de rolamento ficam mais amplas com o espaço que sobra. Assim você também poderá andar menos espremido. E sem esperar aquela pessoa que não sabe fazer baliza e trava ainda mais o rolé!

Afinal, o direito de estacionar de alguns não pode ser maior do que o nosso direito de ir e vir com mais eficiência, correto? A cidade continuará contando com áreas de estacionamento, públicas e privadas, capazes de, na medida do possível, atender a necessidade de todo mundo que precisar sair de carro.

Mas vamos só tirar algumas vagas do nosso caminho, por favor. Melhora pros ciclistas e melhora pros motoristas. Precisamos ir e vir (direito de todos). Já o direito de estacionar na porta da frente do seu destino e não na rua de trás não está na constituição. A vaga que o comerciante quer manter na frente de seu estabelecimento não consta em sua escritura de propriedade. Ele não é dono da rua!

Se o transporte é privado, o cidadão deve se contentar, em último caso, com vagas privadas. As vagas públicas são uma cortesia, mas a cada ano que passa o espaço está mais apertado e o setor público tem coisas mais importantes para resolver. Deixa o problema das vagas, que é enorme, ser resolvido pela iniciativa privada. Eles são mais eficientes em tudo e logo o livre mercado resolve!

Cordialmente, um cidadão como você.