Eu tenho que concordar com o meu conterrâneo MrManson: esse papo de dia especial para isso, dia extra para aquilo não tem nada a ver. Até porque, só se oferece um dia específico para as minorias oprimidas poderem sair às ruas reivindicando algo que com o tempo vai se desfazendo e perdendo do próprio teor até chegar a uma gostosa brincadeira que nada mais tem a ver com aquilo a que se comemora. Por isso, eu reivindico um dia específico para os homens brasileiros que são verdadeiramente homens.
Paremos e pensemos: as estatísticas já comprovam veementemente que existem 7 mulheres para apenas um homem, e, seguindo por esse raciocínio numérico, – não-contando, irmãs, tias, mãe e parentescos ainda mais pecaminosos – nós, brasileiros masculinos, somos um grupo extremamente pequeno. Oprimidos a todo instante em que vemos mulherões reclamarem que não há mais homem por aí, nós ficamos com a consciência pesada por não ter existido um alguém que possa ter feito um trabalho digno. E fica difícil o cumprimento da fidelidade; em função da consciência masculina, o homem se vê no seu dever como macho verdadeiro o ato da cópula com outras mulheres que não estão enamoradas ou devidamente acompanhadas de um homem que possa se dizer seu.
Não é certo haver um dia especial para as mulheres, haver um dia especial para o enfermo, ou qualquer outro dia em si. Nós é que devemos possuir um dia, não único, mas uma semana. Uma semana em que as mulheres poderiam se esbaldar escolhendo o macho não pelo corpo ou rosto, mas pelo apetite, voracidade e tipo de feitura sexual. E essa feitura seria escolhida por um catálogo, com foto e tudo mais necessário para que a escolha fosse certa e não possuísse ônus futuros ao uso-fruto daquele que foi escolhido. Desta forma, nós homens mataríamos a nossa sede por um sorriso feminino bem dado, que, sejamos sinceros, não há nada melhor e assim, as mulheres não ficariam com aquele peso na consciência de que estavam sendo usadas. Inventariam um nome fictício, usariam conforme a necessidade delas e ainda mais, estaríamos igualando, naquela semana, tudo o que as mulheres já sofreram ao longo desses sérios anos de machismo arraigado. Senhores, concordem ou não, dessa forma elas se sentiriam um pouquinho melhores, menos escondidas atrás de uma saia ou uma causa qualquer. E com o tempo, a semana mundial do homem tornar-se-ia igual ao nosso carnaval, aquela festa fodelativa total. E sem aquele agravante de escutarem velhas reclamando do papel que tiveram na formação de suas famílias, por não conhecerem o pai da criança e não veríamos mais grupos feministas reivindicando isso ou aquilo. Apenas teríamos mulheres gostosas desfilando, a mostrar o que mais de belo lhes deu o Todo Poderoso e exterminaríamos o que mais de horrendo existe no sobrenome de uma pessoa: o termo Júnior.
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