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Capítulo 21: Pedra do Sal

E no final de meu caminho, um farol encravado
na rocha sinalizava meu próximo rumo


Acordei às oito da manhã, sozinho e, milagrosamente, sem nenhuma fagulha de dor de cabeça. Pelo visto, o Piauí não havia me transformado apenas em uma espécie de Rambo. Também virei uma espécie de Jaguar , com a mais completa imunidade ao álcool que um fígado pode alcançar.
Tomei banho e me vesti para o café da manhã. Me entusiasmei ao ver tanta fartura: frutas, pães, bolos, sucos, queijos... Como já estava tudo incluso na conta, aproveitei este raro momento de boca-livre de minha peregrinação. Comi como se estivesse fazendo a última refeição antes de ser executado na cadeira elétrica. O que de certa maneira fazia sentido, pois sabia que, ao deixar o Piauí, algo em mim teria mudado.
Andei até o centro da cidade à procura de algum transporte até a Pedra do Sal, a praia mais conhecida do “imenso” litoral piauiense. Não queria me render ao moto-táxi logo de cara, ainda tinha esperanças de achar algum ônibus ou van que me levasse até lá com um pouco mais de conforto.
O centro estava fervilhando, como o de qualquer outra cidade com mais de 200 mil habitantes no início da manhã. Não vi nenhum prédio alto, mas Parnaíba mostrou ser uma cidade bem desenvolvida, com muito comércio e belos casarões antigos. Logo cheguei na ponte que leva até a praia e vi um ônibus com a placa “Pedra do Sal” parado no cruzamento. Saí correndo para alcançá-lo. Por sorte os motoristas piauienses mostraram ser bem mais educados que os cariocas. Ao me ver correndo, fez questão de esperar, mesmo bloqueando o trânsito.
Estava com sorte. O trocador disse que aquele ônibus só passava de hora em hora. Sentei no último lugar disponível e dei uma checada no naipe dos passageiros. Não havia ninguém com pinta de turista. Tirando alguns pescadores, que eram a única pista de que o ônibus estava indo para uma praia, só tinha “mães de família” e crianças, mas ninguém estava vestido a caráter para o banho de mar. Atravessamos a ponte e pegamos uma estrada que passava por uma mistura de mangue, dunas de areia e muitas palmeiras de carnaúba. Eram os meus últimos dezessete quilômetros de Transpiauí.
Na beira da estrada, entre carnaúbas e mangues, havia muitas casas de sapê. O motorista parou na porta de quase todas elas para que as mulheres descessem com os filhos. Depois de 20 minutos, o ônibus só levava os pescadores e eu. Após cruzarmos algumas dunas mais altas, finalmente avistei o mar do Piauí. Não estava acreditando que faltava pouco para concluir a minha jornada.
A praia é muito extensa. Lá no final dava para ver um farol construído num pontal rochoso e uma pequena vila, com uma dúzia de casas e alguns quiosques na areia. O mar estava dividido entre o azul do oceano e as águas barrentas de um dos rios do delta que desaguava ali por perto. Uma parte estava altamente convidativa para um mergulho, a outra dava aquela impressão de sujeira característica de quase todos os rios.
O lado esquerdo do farol, por onde chegamos, formava uma tranqüila enseada que abrigava muitos barcos de pescadores. Já o lado direito era mais revolto, com muitas ondas. O ônibus parou em uma praça na vila. Quando desci, tinha certeza de que o melhor marco para o final de minha peregrinação seria aquele farol encravado no meio das rochas. Fui caminhando em passos lentos, saboreando aquele vento salgado batendo no rosto. A sensação de tortura que senti no início da viagem, poucos dias atrás, já estava superada. As estradas esburacadas, a má alimentação e o péssimo cheiro do banheiro do ônibus eram uma vaga lembrança.
A praia estava semi-deserta e reforçou ainda mais uma impressão que sempre me acompanhou. Em toda a jornada, me senti como se fosse o único turista do Piauí. Em nenhum momento vi alguém que pudesse estar experimentando as mesmas coisas do que eu. Nenhum sinal de qualquer andarilho usando colar feito com uma concha de vieira. Provavelmente esta foi uma das minhas melhores sensações durante a viagem. Desde o paupérrimo extremo sul do estado, passando por lugares como a Serra da Capivara, Teresina, Sete Cidades e Parnaíba, me senti único. Definitivamente o Piauí é um dos melhores lugares do mundo para este tipo de peregrinação, pois ele permitiu que um espírito pioneiro, mesmo que falso, contaminasse os meus pensamentos. A satisfação deste fetiche absurdo que sempre tive se revelou muito mais proveitosa do que qualquer viagem para um lugar da moda, freqüentado por pessoas que “acontecem e fazem acontecer”.
Ao contrário dos grandes centros de peregrinação espiritual do mundo, onde você se sente obrigado a absorver alguma coisa, o vazio e a falta de compromisso da Transpiauí te deixam à vontade para tirar as suas próprias conclusões, em vez de comprá-las em uma lojinha de souvenir estrategicamente situada ao lado de “marcos” como a catedral Santiago da Compostela, por exemplo. Na Transpiauí não é necessário que aconteça “algo” para que o peregrino se sinta “evoluído”. Ninguém precisa voltar para casa inventando historinhas de “encontros com demônios” ou “busca por espada” para causar inveja nos pobres mortais que nunca tiveram a coragem de sair de sua rotina e se embrenhar em um caminho apenas para serem “tocados em seu âmago” .
Eu saí de casa incrédulo, como se tudo fosse uma grande sacanagem, mas sinto que realmente mudei em alguns aspectos. Passei a me sentir seguro com as coisas que faço no Cocadaboa, pois vi que meu humor picante e minha língua impudica simplesmente brincam, sem qualquer preconceito, com as coisas que acontecem ao meu redor, independente de estar no Piauí ou no Rio.
Alguns idiotas acham que para uma piada não soar preconceituosa só negros podem brincar com os estereótipos negros, ou judeus com judeus, ou piauienses com piauienses. Como se você só pudesse rir dos outros se estivesse ao mesmo tempo rindo de si mesmo. Pura bobagem, pois cruzei o Piauí inteiro e, apesar das brincadeiras, em nenhum momento me senti realmente diferente das pessoas que moram aqui. Estaria desvalorizando o Piauí se não tivesse feito nenhuma piada ou observação cáustica, pois estaria considerando o estado tão deficiente a ponto de decidir poupá-lo de uma coisa que o pensamento “politicamente correto” considera natural quando feita entre as pessoas que possuem o mesmo rótulo social ou religioso que lhes é atribuído.
Sacaneio sim, pois sou igual a um piauiense.
Para quem ainda não se sentiu convencido, recomendo a todos que vão até o Piauí e sigam “O Caminho”. Percorra este estado desde seu mais fudido interior até o seu belo farol na Pedra do Sal. Mesmo que não encontre com um velho sarcástico disposto a lhe dar uma lição de vida, com certeza haverá um momento engraçado quando você poderá rir e dizer para si “Só mesmo no Piauí!”, sem se sentir a pessoa mais preconceituosa do mundo.
Dei meus últimos passos mais do que satisfeito com o meu pequeno farol. Depois de chegar até ele e comemorar solitariamente com uma foto e um sorriso, me premiei com um mergulho e um longo e preguiçoso banho de sol. Fiquei o resto da manhã tomando cerveja num quiosque que, além de mim, não tinha mais nenhum cliente.
Já ébrio, não apenas pelas várias garrafas de cerveja, mas também pelos 3.616 quilômetros que venci para chegar até aqui, concluí que o Piauí é realmente o cu-do-mundo. Como qualquer outro cu, ele causa uma primeira impressão horrível, mas aos poucos, exigindo muita paciência, vai revelando os seus mistérios e dando as suas lições. Quando você o domina, tudo se transforma em uma estupenda e inédita forma de prazer. A sodomia é uma arte, e para apreciá-la é preciso peregrinar pelas trevas até conquistar a “elevação do espírito”.

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Comentários (99)

diogort:

Cara, sensacional. Realmente eu podia ter tido essa idéia antes, mas vc é pelos menos uns 5 anos mais velho do que eu, e em 2003 eu tava fazendo vestibular.

Mas me impressionei com sua reflexividade, antes de ler o livro eu achava o cocadaboa bom, mas às vezes vc parece meio babaca, hehhehe

Agora que acompanhei cada passo de sua peregrinação, sei que realmente você é um homem santo!

Parabéns!

Parabéns Manson. Lí numa sentada.

Uau! Você pode inventar um novo curso da moda pras faculdades aí do Rio, pois você desenvolveu um estudo sobre procto-geologia, ao desbravar o cu-do-mundo. Parabéns pelo seu relato, só fiquei curioso para saber como você voltou, se foi no mesmo espírito de peregrino ou se você se rendeu a modernidade dos aviões.

pack:

Depois de ler o livro e esse relato fantástico do último capútulo, fico me perguntando de onde aquele portal do piauí tirou a absurda idéia de que vc era preconceituoso e tal.

Isso só mostra que os caras nem leram o seu livro antes de te criticar.

Parabéns.

André:

Li tudo. E de graça!

Luiz:

Excelente, Manson. Gostei principalmente dos relatos dentro dos ônibus. A clausura fez com que você, de certa forma, gostasse das outras pessoas. Síndrome de Estocolmo em sua forma mais primitiva, made in Piauí.

Parabéns, é um ótimo livro.

adso:

Parabéns pelo livro e pela peregrinação. O livro é absurdamente gostoso de ler e tua opção por disponibilizar ele de graça é algo a ser admirado. Até então achava que o livro era um poço de preconceitos de um carioca "guri-de-apartamento", mas agora lido me parece mais uma homenagem ao estado.

Eu fiz, anos atrás, algo parecido, porto alegre-fortaleza de onibus atravessando o sertão. A viagem foi um inferno, mas minhas lembranças são hoje semelhantes às que tu guarda do piauí. Aprendi, ainda, a respeitar o povo nordestino muito mais do que nossa classe média de metrópoles supostamente desenvolvidas.

Só uma pergunta: como tu voltou?

J. Caetano:

Ótimo livro !
Leitura leve, fácil e que prende o leitor !
Só faltou a capa.
Como era a capa ?

Marcelo:

Porra, como você voltou?De ônibus ou de avião?

Kleber:

Muito bom o livro...

Comecei a lê-lo ontem a tarde, e terminei hoje de manhã, pois estou no serviço...

hauahauha

phobos:

Preconceito puro esse livre, piadinhas de mau gosto e tudo que tem de direito.

Brincadeira, muito legal o livre, realmente as imagens que devem conter no livro fazem falta para ilustrar os cenários que você passou.

Eu até queria adquirir uma cópia original, mais quando eu li sobre sua vinda a Teresina, mandei um e-mail perguntando aonde você ia se hospedar pra pode pegar minha cópia em mãos, mais não você nem sequer me respondeu nem mesmo com uma mensagem automática de erro no sistema de delivery do email.

Parabéns pelo livro.

PArabéns cara. Muito bom. O começo é um pouco cansativo, mas o desenvolvimento é bom. Como a sua conclusão sobre o Piaui: achei o começo uma bosta, mas no final adorei.

Abraços.

vinicius:

Parabéns pelo livro, como o adso disse eu também imaginava que seu livro seria preconceituoso mas me enganei.

Agora a pergunta que não quer calar: "Como vc veio embora?"

Outra coisa, ficaria melhor se tivesse as imagens pra gente ver...

wolf:

conheço todos esses lugares citados em seu livro. Não sou Piauiense mas adoro o Piauí.


E achei as tiradas fantásticas. O livro está muito bom.

parabéns.

Parabens MrManson... Bom livro, se tivesse grana na epoca do lançamento teria comprado... a idéia de dar ele de graça tambem foi excelente!

Cara, acho que todo lugar que fique a menos de mil quilometros da linha do equador pode ser chamado de cú do mundo, pode verificar no mapa, ve se vc acha um lugar importante a menos de mil quilometros da linha do equador...

No mais, quero a resposta a pergunta que não quer calar:

COMO VOCÊ VOLTOU DO PIAUÍ?

Responde no cocadaboa pra eu não ter que ficar abrindo isso aqui...

T+

Muito legal!
Mas eu continuo sem saber o que é verdade e o que não é...
Li praticamente em um dia!
acidez e ironia na medida!

ju:

fiz a viagem toda pelo google earth.
só não encontrei "sete cidades".

ótimo livro!!

PG:

Bom livro!

Ju, Sete Cidades não é uma cidade, é um parque nacional que fica perto nos Municípios de Piripiri e Piracuruca.

A URL no Google Maps é:
http://maps.google.com/?ie=UTF8&ll=-4.162041,-41.727362&spn=0.059153,0.080338&t=h&z=14&om=1

Ei, boa idéia! Alguém pode publicar o arquivo ou a URL da rota completa no Google Maps ou Earth?

PG:

O Piauí é a anta do Manson. Ou melhor, o Piauí é a capivara do Manson. O Mainardi é um plagiário.

Só que nem o Lula nem o Piauí percebem que o caso é de amor enrustido. Manson começou com gracinhas, mas os últimos capítulos são quase uma declaração de amor ao Piauí, fugindo até ao tradicional estilo cáustico (diria até que o Manson deu uma amarelada no final, mas ele provavelmente vai replicar dizendo que foi uma iluminação espiritual).

Infelizmente, alguns (eu disse alguns) piauinos analfabetos não tinham dinheiro pra comprar o livro, só "leram a figura" da capa e entenderam tudo errado. Agora terão a oportunidade de ler o livro aqui, mas não sei se esses ignorantes específicos sabem usar internet ou mesmo ler, o que dirá de entender ironias.

Caram:

Mto bom...
li no trampo, ontem e hj.

Pena n ter mais exemplares, eu compraria para dar d presente.


como disseram, n tem preconceito..
apenas piadas d bom gosto!

Tiago:

Foram meus últimos dias mais improdutivos possíveis. Como outros, além da leitura, não consegui resistir de acompanhar o roteiro através do Google Earth, o que tomou algum tempo a mais e enriqueceu um pouco a narração. Faltaram as ilustrações e a dica de como seria a volta... Mas tá muito bom, não deu prá ler em uma sentada, mas foi rapidinho.

lucas:

E o passado e a visão de mundo muda, como se depois de engolir tudo, refletimos sobre o que se passa sobre o que se vive, e vemos que o ser humano nas suas diferenças se completa de diversidade. Engolir tudo, e absorver aquilo que nos faz crescer, e o que for ruim, quem sabe vomitar no corredor do onibus :)

João Ariel:

Ótimo e escrachado, no melhor estilo do Cocadaboa.

Parabéns!

Régis Hasperoy:

Li em uma tarde e se topar com a versão impressa por aí eu compro...

Quando sai a próxima aventura ?

repa:

Muito boa essa sua viagem transcendental pelos confins do Brasil. Achei sua historia meio preconceituosa no começo quando disse que após passar por Petrópolis estava "atravessando a fronteira do Brasil civilizado e seguindo para o noroeste" principalmente por ser goiano, até porque já moro a dois anos no Rio e só vejo o inverso dessa afirmação. Mas no fim acaba por justificar tal afirmação afastando qualquer sombra de preconceito. Espero um dia também realizar uma viagem semelhante

Muito bom, bem no estilo do humor sarcástico do Cocadaboa. Um abraço Mr Manson.

Muito bom cara, li em menos de 3 horas! Faça mais edições, fiquei curioso para ver as fotos!

Voltei de moto-taxi!

Vladimir Almeida:

Cara, parabéns pelo livro, genial! Apesar de fã do Cocadaboa há muito tempo, como nordestino eu sempre tive a impressão de que o livro era um poço de preconceito, imagem felizmente desfeita agora quando li o livro de uma tacada só, apesar de estar morrendo de sono. Quase me acabava de rir. E pra não ser o único a deixar de colocar nos comentários... Cadê as fotos????? Abraços!

boreiajr:

Parabéns pela ousadia e sair da sua 'zona de conforto' e ir encarar o mundo nordestino, hehe. Sou carioca, mas ja fui muito pra essas bandas do Brasil, chegando inclusive a morar um ano numa cidadezinha do interior de BA - Bom Jesus da Lapa. Já ouvistes falar?

Seja como for, esteja onde estiver, os moto-táxis SEMPRE serão a solução.

Chakal:

Excelente, seu livro é um balsamo para a alma, me deu até vontade de ir para o Piaui e fazer o caminho a pé....abraço

joao:

Interessante...
parebens por disponibilizar na internet

Max Gwalchgwyn:

hahahaha
vc eh simplesmente doido!
bah, eu sou aventureiro mas vc bate recorde.
soh ficou devendo as fotos.. poderia rolar uma pagina soh de fotos pra arrematar no final...
parabens por disponibilizar o livro.
ponto a favor da democratização da informação.

Ana:

Muito bom...
ótimas sacadas, adorei as piadas, e o humor ácido, rir da desgraça (principalmente alheia) é deveras bom.

Cara já fiz todo esse seu percurso de BSB a Parnaíba de carro e ônibus, posso dizer que as estradas estão infinitamente melhores. E os moto táxis é uma das melhores coisas que se encontra em todo o nordeste. Não gostei muito da pedra do sal (só pra olhar), as outras praias de Luis Correia são mais legais e a probabilidade de vc encontrar turistas por lá é bem maior.

Eduardo:

É aquele tipo de livro que você lê sem obrigação. Os capítulos vão passando sem você ter aquele pensamento de "pqp, falta muito para acabar". Dá pra ler rápido e prazeirosamente. Parabéns, excelente livro!

Dani:

Mr Manson, desde que comecei a ler, em momento algum imaginei que seria preconceituoso e vi que não estava errada.
Suas descobertas, as iras, o pecado da gula, as maldições, as enganações, o número infinito de moto-táxi, as declarações, o aprendizado, as frustrações, a graça, as alegrias, o real e o abstrato uniram-se neste livro de maneira subversiva e intocável.
Parabéns!
Ah... a volta de moto-táxi, pela pechincha de sempre, deve ter custado uns R$3,00 ok?

Dani:

As fotos, impecáveis!!!

deu ate vontade de ir pro piauí me foder por lá..

marcel:

finalizada a leitura tive que cravar a unha do indicador na base da unha do polegar pra tentar, inutilmente, conter as lágrimas... livro emocionante, sou um outro homem!

(só que eu não compraria, hehe)

Anok:

SEGUNDA EDIÇÃO NOW!

COMPRARIA COM GOSTO!

Camilo:

muuito bom!
vc voltou pro Rio de moto-táxi?

Beto:

Parabéns Manson, devia escrever mais.

Cara, realmente, eu li e fui o primeiro a comentar aí, mas acabei de ler de novo, e aquele velho que aparece no meio do nada e te sacaneia foi a história mais Illuminada que já ouvi em toda a minha vida. Realmente, meu senso de humor está muito mais seguro agora, e sei que assim como você, tenho uma missão a seguir e não irei desistir mesmo se minha namorada, minha família e algumas outras pessoas me abandonarem...

hehehe

Abraço!

PV:

Mto bom mesmo!!

mandation:

Olá Mr.Manson,

Lembro que quando fazia o segundo ano do ens. médio, em 2003, numa aula de biologia ou de história (é pedir muito que eu lembre!),o professor mencionou que falavam mal do Piauí Brasil afora...até aí, sem surpresas. Mas um colega meu disse: "È professor, na internet é só o que tem".Cheguei pra ele e perguntei onde ele tinha visto, ele respondeu "Cocadaboa". Mesmo sem nunca ter ouvido falar dos site na vida, acessei no fim de semana,única opção que eu tinha...qdo vi os seus comentários...tive um pensamento meio egoísta:achava que vc era um burguês imbecil desocupado que falava mal do meu estado sem conhecer...Pqp, eu moro aqui, sei o que sofro, eu que posso falar mal, ora(apesar de ser uma piauiense defensora do estado)...E veja só como é a vida...4 anos depois que vou ler teu livro e mudar de idéia...
Eu me diverti horrores!! Apesar de ter ficado chateada com algumas coisas no início, tive que concordar com muita coisa...principalmente qdo vc chegou em Teresina e num tinha muito pra onde ir...pense como a gente sofre com isso aqui!!Bom, vou parar de enrolar e me render: adorei o livro, parabéns mesmo!
E como vc se revelou um apaixonado pelo Piauí assim como eu, tenho que dar umas dicas quando quiser matar as saudades, só que, fora da rota da Transpiauí:
Conheça a cidade de Pedro II,passe na cachoeira o Urubu,tome cajuína e coma castanha torrada (a caramelada tb é maravilhosa), Em Teresina, vá no Planeta Diário e quero ver se vc é homem pra dizer que aqui não tem mulher bonita. E por favor, não vá no litoral sem passar pelas praias de Atalaia e do Coqueiro...vc não vai se arrepender!!
Por hora é isso...
e como a gente diz no Piauí, um xêru!!

Marlon Vieira:

Muito Foda, manson!

Guardadas as proporções vc foi uma espécie de Euclides da Cunha do humor

Lucasss:

Achei que o livro ia ser uma merda, mto foda, calei minha boca.
Devia ter comprado qndo lançou.

otep selassie:

ae cara adorei o livro naum achei nada de preconceitoso pena que voce naum passou aqui no maranhao cara pra completar a missao neh cara.

ae cara como voce voltou do piuai de onibus de jegue ou de moto taxi.

otep selassie:

ae cara adorei o livro naum achei nada de preconceitoso pena que voce naum passou aqui no maranhao cara pra completar a missao neh cara.

ae cara como voce voltou do piuai de onibus de jegue ou de moto taxi.

Parabéns, ótimo livro!

aguardo o proximo.


abraços

Leonardo:

Li numa paulada só, achei muito legal.

Sério, se um dia achar esse livro na versão impressa eu compro.

Lucas:

Então, Mr. Manson,
Confesso que me surpreendi com esse final. Segui na onda de que você, como muitos, seria um puto de um preconceituoso. Certo que o Piauí é desfavorecido no cenário nacional e tudo mais. Mas tudo tem algo de bom pra oferecer e apesar de você ter sido surpreendido com algumas situações um tanto quanto inusitadas, o Piauí é muito mais que a Transpiauí, seus buracos, atoleiros, hotéis em péssimas condições e tudo mais. Se for possível, recomendo que conheça outros locais como Pedro II (lá você não vai reclamar tanto do sol), Floriano (grandes investimentos do governo federal na produção e estudo do Biodiesel e HBio, além de um carnaval que eu quero ver se ainda vai haver reclamações de mulher feia bem como Barras), Castelo do Piauí (pra você que gosta de beber, nada melhor que o Cachaça Fest) além de conhecer MELHOR Teresina, que é uma crítica que eu tenho em relação ao livro: essa peregrinação de 2 dias não é o suficiente pra conhecê-la de todo. E também um pouco mais de história do Piauí não custa nada (sem esse sarcasmo). No mais, eu como piauiense acho que o seu livro até fez uma boa propaganda positiva do meu estado para que venham conhecê-lo para só então tirarem essa idéia da cabeça de que aqui é o cu-do-mundo em absoluto. Eu lembro que quando você foi convidado pro SALIPI (Salão do Livro do Piauí) e foi entrevistado pela imprensa local, houve muitas reclamações de você que não podia chegar aqui e falar merda na nossa cara. E essas pessoas sim, estão sem razão de criticar por nem conhecimento do que realmente o livro aborda tal como esse tal de PG:
"Agora terão a oportunidade de ler o livro aqui, mas não sei se esses ignorantes específicos sabem usar internet ou mesmo ler, o que dirá de entender ironias."
Educação no Piauí é que não falta, até porque ninguém fica em primeiro no ENEM por nada.
Parabéns pela publicação na internet.

Lucas:

E a história do "Segredo do Homem" é realmente uma boa sacada! ;D

mandation:

Assinando embaixo das declarações do Lucas...

=]

juvenal:

Muito bom! E socializar o material então, nem se fala.
Ah, essa história de ficar agarrado nas cinturas de moto-taxistas é meio estranha, não?

Gustavo:

Bem legal Manson, sempre quis ler seu livro, mas nunca fui atras dele e mesmo se tivesse encontrado não sei se desembolsaria uns 20 contos por ele. Mas muito legal essa sua iniciativa de publicar o livro online. Pois assim, mesmo sem ganhar porra nenhuma, vc da continuidade ao objetico que tinha ao escrever o livro. Eu, assim como pode-se perceber pelos cometarios, gostei muito do livro, da pra ler rápido, é leve, facil de ler e tem ótimas tiradas.

[]´s

pianista de boteco:

Muito bom, Manson!
Li e estou recomendando pra uma galera!

Claudio:

Esse livro é uma bosta, como você mesmo sugere no nome "proctologia" vc deve ser também uma merda ambulante, porque do cu, só sai merda, quem fica no cu são os hospedeiros, no caso você se torna uma merda ambulante, porque conseguiu sair do cu, pois o hospedeiro quando sai do cu morre, mais você ainda hoje está vivo.
Você deve feder muito!!!!
Valeu pelo livro e o preconceito com todos os nordestinos.

mandation:

Já está sendo comentado nos portais...
=]
prepare-se pra muitos acessos!
http://www.meionorte.com/blog.asp?cntcod=94

BANDEIRA:

PIAUINOS É O CÚ DA MÃE. ANALFABETOS SÃO OS COCA-CARIOCAS QUE ELEGERAM UM PIAUIENSE GOV. DO RIO.

Diego:

Um cu de livro sobre um cu de lugar!

bom trabalho!

e lá se foi meia tarde de trabalho!!heheh
não sei qual foi o problema do pc aqui do serviço que deu acesso negado pro capítulo 7!! ainda vou ter que voltar pra ler o 7 e ver as fotos, deve ser algum problema com o purgatório!!heheh sei lá devem pensar que é uma página contra o governo!
acompanho o cocadaboa há muuito tempo e sempre tive curiosidade sobre o livro, foi mais uma ótima sacada disponibilizar nesse formato.

Celso:

É Wagner, por mais incrível que pareça, você conseguiu mesmo transformar desgraça em humor! Até mesmo passar alguns dias se fodendo (no bom sentido) o cu-do-mundo pode ser engraçado se você tiver bom humor e uma boa dose de sarcasmo!

Não vi em nenhum momento demonstrações do tão falado "preconceito contra nordestinos", besteira pura de ignorantes que leram somente o título do livro.

Estou curioso para ler sua próxima criação literária. Espero que o seu trabalho na Espalhe e as palestras pelo Brasil não atrapalhem a sua carreira de escritor, assim como acabaram com o Cocadaboa.

Abracetas!

Cara, comecei a ler às 3:39am e só parei aqui, no final. Excelente o livro cara. Só tenho que dar os parabéns, mesmo! Ótima leitura.

P.S.: São 6:33am

Carla Mata:

Pronto li todo o livro....

Confesso que até gostei de alguns capítulos, e ri bastante de algumas situações.

O que enfureceu muito de nós e a mim foi o titulo, a capa, o enredo, e principalmente a introdução, pois foram muito duras e sarcasticas e eu como piauiense acredito que não precisamos de niguem para debochar de nossa situação, mas precisamos de pessoas para nos ajudar.

Os capitulos finais do livro e o capitulo sobre a Serra da Capivara são muito bons.

Ainda temos muita coisa para melhorar no Piauí e essa melhoria já começou depois de sua passagem aqui, pois o governo foi renovado em 2003 e o ciclo da oligarquia que sugava a riqueza do estado foi quebrado....

Você poderia ter pegado leve em algumas coisas no livro, mas mesmo assim acabei gostando de algumas ironias.

Reitero o convite para que um dia você volte aqui e assim constatar que o Povo Piauiense tem simpatia e hospitalidade de sobra e mesmo com todas as dificuldades que passamos aqui temos muita coisa boa para mostrar e para oferecer.

um grande abraço!

Cara, parabéns, muito foda.
Viva o Piaui!

Jairo Moura:

Além da elevação de espírito o Piauí fez de vc um homem sem viadagens, e sem frescuras...um completo Rambo

Marcelo:

Parabéns MrManson, excelente livro e acima de tudo excelente conclusão. Infelizmente alguns idiotas são incapazes de ler algo até o final antes de criticar.

Paranito:

Excelente... se voltou de moto-táxi tem a segunda edição com a aventura sobre duas-rodas e várias pomadas hipoglos!

Você poderia promover uma votação e os leitores do cocadaboa escolherem a sua próxima peregrinação... meu voto é pro Acre!

hehehehehe

[]s

Monica:

Putz... muito bom. Uma viagem mesmo, literalmente ("uma viagem mesmo, literalmente" parece frase batida, mas é isso mesmo). Olha se não é: a gente começa de um jeito ressabiado, aí vai se envolvendo, entrando no clima, se familiarizando... Sabe quando você acaba de tirar férias? É meio estressante o começo, as novidades ferem, a falta de rotina assusta um pouco... até a gente se habituar àquela sucessão de "coisas que não são do dia-a-dia". Aí a gente entra no embalo.

Eu entrei no embalo lendo meio sem querer, achando leve, meio me deixando levar, embalada mesmo. Achando o livro despretensioso, divertido, gostando de um jeito tranquilo.

Aí veio o último capítulo. E o último capítulo, igual a final de viagem que dá aquela saudade, aquela tristezinha de fim de férias, me fez gostar mais ainda do livro. Esse último capítulo é muito bom, sintetiza a coisa, dá uma força pro livro... Dá um impacto. Muito legal. É uma síntese mesmo.

Agora, outra coisa excelente foi ler o livro em forma de blog. É legal demais acompanhar os comentários e ver a viagem do povo. A paisagem dos comentários vai mudando de um jeito incrível. No começo é muita gente xingando. Já no final... ;)

Olha, adorei. Mas... voltando a seu banheirinho apertadinho, a título de curiosidade estique uma trena e veja seu um metro e meio por três.... Seu banheiro não tinha isso.

Ah, e a história do sapo-lagartixa reúne duas fobias minhas. Foi mais assustador ler isso do que ler a passagem em que você está esquecido na estrada, abandonado pelo motoqueiro-guia. ;)

Um abraço,

Monica.

Cara, simplismente sensacional o livro.
Li rapidão, e se tivesse como comprar agora, compraria. Não tive oportunidade antes de encontrar (sequer tenho costume de comprar livros).. mas este compraria.

Foi tipo uma jogada de Tropa de Elite, mas ao avesso.. agora que vc já publicou o livro, vc soltou na net... Como um economista formado deveria ter pensado nisso né! =P

Enfim, esse capítulo final só contretizou o que imaginava: era um livro sobre humor. E existem pessoas que não são capazes de rir da prõpria desgraça. Não que seja o correto, mas rir faz bem a todos.

Parabéns por seu trabalho, e ficamos no aguardo por novidades sempre no cocadaboa
Abraços!

Layla:

Me rendi a quase todos os capítulos, alguns com certo exagero(pra ficar mais engraçado).Fiz alguns comentários - quando ia gostando ou não - .
No geral, é bom, muito divertido e fez com que eu, piauiense com muito orgulho, ame mais ainda meu Estado, apesar da miséria que tem ( e que sabemos que tem em todo lugar).Gente que fala errado, tem em todo lugar, povão também, lugares misteriosos também, sol quente pelo menos uma vez no ano todo lugar no Brasil deve ter, cachorro pedinte também, moto que não pega e fura o pneu também é comum, hotéis desagradáveis e banheiros desconfortáveis em toda esquina tem. Cidades típicas do interior é comum. Mas sei que você viu e sentiu que o Piauí tem suas belezas, seus lindos mistérios e o mais importante: a nossa gente hospitaleira. Volte novamente, mas venha de avião...rsrs!Parabéns pelo livro.Eu escrevo poesias, ainda não publiquei nenhuma. Mas quem sabe um dia você crave sua unha para conter as lágrimas que vão teimar em cair de tanta emoção com minhas poesias...hehehe!

.:só quero saber de uma coisa: como você voltou?de ônibus ou avião?

Nathália Magalhães:

Olá Mr Manson.. Cara eu li o livro em dois dias... E no trabalho.. cheia de coisa pra fazer porque ele realmente prendeu minha atenção... Ontem e hj fui almoçar comentando com meus colegas de trabalho sobre o livro.. e fui pra casa pensando nas coisas que li... Sou santista e nuuunca fui nem tive curiosidade de visitar o Piauí... não por achar um estado pobre e tal.. mas porque nunca pensei na loucura de fazer o que você fez! Um tanto inusitado!
Pensei que ia finalizar com o seu tom sarcastico e acho que você mostrou que é possível transformar os horrores em piada e que se pode aprender muito mais rindo do que se lamentando... Com certeza se lêssemos aqui as suas reclamações de forma mais irônica, de fo