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Você
já ouviu falar - e muito! - no Orkut, a rede de
relacionamentos sociais que virou mania na Internet e gerou
outros serviços semelhantes. Agora, a Internet brasileira tem
uma rede de relacionamentos sexuais. É isso mesmo: o Sexkut. E
para quem pensava que era apenas mais um dos boatos da rede,
surpresa! O Sexkut existe, sim, e um dos criadores do novo
serviço, Marcos Pantoja, 25 anos, falou em entrevista ao
Terra Informática sobre a novidade.
O Sexkut conta hoje, três semanas depois de ser aberto para
o público geral, com quase 2,5 mil integrantes. São 1.565
homens e 921 mulheres, heteros, homo e bissexuais. E embora a
maioria seja de brasileiros, existem participantes dos Estados
Unidos (120), Japão (23), Espanha (10), Portugal (8) e de
outros países. Em termos de Brasil, os paulistas são maioria:
1008, mas há usuários do Rio de Janeiro, Minas, Brasília,
Paraná, Rio Grande do Sul e outros.
Pantoja e um outro sócio coordenam o Sexkut, com a ajuda de
mais quatro funcionários. Como trabalhavam com desenvolvimento
de serviços e sistemas, a infra-estrutura básica já existia. A
idéia do serviço surgiu da percepção deles de que, ainda que
isso não seja explícito, as redes de relacionamento sociais
funcionam também porque as pessoas são movidas pelo interesse
sexual. "Resolvemos então aproveitar o filão", diz ele.
Criado nos moldes do Orkut, tem um funcionamento também
semelhante, mas Pantoja esclarece que o Sexkut é um pouco mais
restrito. "Nós somos um Orkut do sexo", explica. Para
participar você deve ser convidado por alguém que já faça
parte do grupo e que tenha transado com você (sexo virtual não
vale). E mais: essa relação ficará clara e visível para as
outras pessoas. Claro, só é permitida a entrada de maiores de
18 anos.
Outra diferença: no Orkut, as pessoas são amigas. No Sexkut
"você tem seus elos, mas pode ser um amigo, um 'ficante' e até
alguém com quem você tem um relacionamento estável",
exemplifica. Cada pessoa entra com um "carma" neutro, e vai
sendo avaliada e avaliando os outros. "Por exemplo, se você
marcar um encontro com alguém e não comparecer, ou tiver
mentido de alguma maneira, será avaliado negativamente e sua
pontuação vai cair", ilustra Pantoja.
O visual, por enquanto muito parecido com o do Orkut,
serviu para fortalecer a marca. "Hoje já tivemos 10 mil
usuários únicos na página", diz Pantoja. Mas, em breve, o
Sexkut terá sua cara própria, que já está desenvolvida. "Agora
é novidade, depois a 'histeria' passa e fica só quem está
mesmo interessado", acredita.
É sacanagem, mas não é brincadeira A exemplo do
Orkut, no Sexkut as pessoas também se agrupam em comunidades
variadas - hoje são 378, e a mais numerosa é a "Ninguém é de
Ninguém". Há também comunidades por preferência sexual,
posições, cidades. As pessoas podem ou não se encontrar,
depende inteiramente delas. O site tem um plano de negócios, e
Pantoja mencionou a realização de eventos em clubes pelo País,
por exemplo, mas sem entrar em detalhes.
Ele disse também não ter interesse em ampla divulgação,
porque o Sexkut não existe para brincadeiras. "Queremos que a
rede cresça, claro, mas não com 'curiosos', queremos gente
interessada, que agregue valor, nosso interesse é formar uma
rede de relacionamento de confiança, não nos interessa
simplesmente aparecer", afirma. É impressionante, diz ele, o
número de pessoas que escrevem mensagens de e-mail para o
serviço "Fale conosco" do site pedindo para ser convidado. "É
engraçado, tem gente que tenta nos enganar, dizendo que foi
convidada mas 'perdeu' o convite e pede outro. Já havia gente
vendendo convites em sites de leilão online, e nós pedimos que
as ofertas fossem retiradas, são mentirosas. Não há convites à
venda, e o vendedor esse nem era nosso usuário", conta.
Portanto, se você ficou interessado mas não rolou convite,
não adianta pedir, só esperar. E, lembre-se: o Sexkut não está
aí para brincadeiras. É um lugar para gente adulta que gosta
de sexo, interessada em falar sobre isso e, mais importante,
conhecer novos parceiros. Adeptos de swing, troca de casais,
voyeurs e muito mais podem encontrar no Sexkut outras pessoas
com os mesmos interesses sexuais. Sem preconceito, sem ações
criminosas (pedofilia, por exemplo, nem pensar), sem
constrangimentos ou desrespeito. E, claro, com muito tesão.
No endereço www.sexkut.com/?help você
encontrará as perguntas mais freqüentes sobre os objetivos e o
funcionamento do Sexkut. Mas, por favor, não mande e-mail
solicitando convites, lembra Pantoja. Você não será atendido.
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