Cocadaboa

Ele voltou?

Tentando ver se blogar está mais fácil ou difícil do que na minha época.

Wagner Martins, 36. Devo tudo que tenho a um blog, mas por uma década fui imbecil a ponto de abandoná-lo.

Alguém quer falar sobre Burning Man?

Em agosto de 2007 tive a oportunidade de cobrir para o G1 (website de notícias das organizações Globo) um festival que acontece no meio do deserto do Nevada, onde umas 40 mil pessoas montam uma cidade do nada e convivem durante uma semana.  O nome, se quiser pesquisar, é Burning Man.

burning-man-city_2324797k.jpg

Foi uma das semanas mais intensas da minha vida, a ponto de eu fazer esta tatuagem uns 4 anos depois (quando deu tempo do meu cérebro digerir direito o que era aquilo):

E coloquei o mesmo símbolo do homem na porta da minha casa.

O Burning Man é mais do que um festival. É um experimento artístico, econômico e social. Rola sexo e drogas pra quem quiser? Rola... Mas junto da diversão tem questões intrigantes como 40 mil pessoas vivendo sem comércio e sem trocas, apenas "ofertando presentes". Uma sociedade utópica que já teve  como cidadãos gente boa como os fundadores do Google, Sasha Shulgin e Elon Musk.

Tive o privilégio de participar em 2007, quando ainda não era tão difícil conseguir ingresso e o evento era menos frequentado por bilionários tentando entender como uma sociedade pode ser melhor sem dinheiro.

Quando reconhecem minha tatuagem, sempre rola o assunto. Falo uma coisa ou duas sobre a experiência, mas termina nisso.

Sei que tem muita gente que nunca ouviu falar que isso existe e vai querer buscar saber. Ou já ouviu falar e não sabe direito o que rola lá. Ou sabe bem o que é, mas adoraria contar com impressões e dicas de quem já foi para talvez um dia poder ir também.

Infelizmente a minha cobertura para o G1 se perdeu. E ela também foi bem rasa e factual. Na época (2007 - pré iPhone) qualquer exercício de blogar em tempo real durante um evento era coisa de maluco. Ainda mais de um evento onde não tinha internet e tive que me virar com um celular de satélite. Além da barreira tecnológica, também era difícil relatar o que era aquilo. Nunca tinha acampado e ver um monte de gente pelada ainda era algo chocante para minha mente púbere.

 

Mas podemos retomar esse assunto.

Se você se interessaria, diga aí. Um "joinha" nesse post já me indicaria que há alguém interessado. Um comentário com uma pergunta então... Melhor ainda! Aí já escrevo o próximo post da (eventual) série sabendo que tipo de coisa entre as milhares possíveis pode ser mais útil.

Por exemplo: posso fazer um relato do dia que conheci e tomei um vinho com o Sasha (o cara que descobriu a molécula do MDMA e explorou bastante o mundo dos psicodélicos). Ou apenas dar a dica mais valiosa de todas para quem quiser se aventurar: baby wipes.

 

É isso. Aguardo manifestações  para saber se esse assunto rende ou não. Agora fiquem com essa imagem de algo explodindo no Burning Man.