Categoria: MEM
Nelson Rodrigues, famoso escritor brasileiro, já dizia que mulher gosta mesmo é de apanhar. Que de um tapa bem dado na cara elas vibram de prazer...

Nelson Rodrigues, famoso escritor brasileiro, já dizia que mulher gosta mesmo é de apanhar. Que de um tapa bem dado na cara elas vibram de prazer, de um puxão nos cabelos como quem diz “vem cá putona, vem aqui pro papai, vem!” elas acordam o espírito olímpico de Mum-Há que guardam adormecido dentro de si mesmas. Nelson descreve em vários de seus textos inúmeras situações em que você é quase convencido de mulher gosta mesmo é de porrada.
Mas atentem, eu disse quase convencido. Pois mesmo tendo Nelson com um ídolo, sempre fui contrario a essa idéia de que a violência e o prazer feminino caminham juntos. Talvez por ter sido cria da geração “paz e amor”, por ser familiarizado com os “direitos da mulher”, sempre me afastei da idéia de que se deva tratar a mulher na base da grossura. Na verdade sempre fui extremamente contra esse tipo de pensamento. Sempre fui a favor de entregar flores, de dar um cheirinho no cangote, do cochicho no pé do ouvido e outras milongas mais, mas violência não!
Pois é, mas tempo vai, tempo vem, até que duas situações me fizeram repensar e refletir um pouco sobre isso. As duas aconteceram em festas de amigos.
Na primeira, estava rolando um grande clima de festa de aniversário. Vários amigos, dança, meninas, bebidas, bexigas, bodes, maestros penteados... Festa digna de entrar para anais da história (como de fato entrou).
Lá pelas tantas, quando todos dançavam pacificamente, vi que por ali havia o CD de minha antiga banda jogado por cima da mesa. Resolvi então botar a música mais animada do disco, já que sabia que todos eram amigos e gostavam da banda. Coloquei a música e todos começaram a dançar loucamente como se fossem várias Ana Botafogo epiléticas.
Dançavam à Vera! Até que em meio a toda aquela alegria, surge a dona da casa furiosa esbravejando: - “Tira essa merda daí agora, isso aqui não toca não!!Tira já!!” e foi caminhando em direção ao som. Quando vi aquela situação, acho que o espírito do Hulk Hogan baixou em mim. Voei em cima da mulher, agarrei-a pela cintura e sem pestanejar joguei-a violentamente de encontro a um grande sofá ao nosso lado. As pessoas ficaram estarrecidas. Ela não sabia nem o que fazer. Ficou estática, ali, deitada por alguns poucos minutos. Eu fui pra varanda pegar um ar. E ai que surge Nelson!
Daquele momento em diante a moça não largou mais do pé. Não parava de me dar mole. Era conversa atrás de conversa, pá daqui, pá di lá.... chegando no final da noite até a insistir para que eu ficasse para o café na manhã seguinte. É claro que pulei fora pois minha mãe me ensinou muito bem a ter juízo.
Segunda história.
Outra festa, já meia bomba, tipo você chega lembra do Domingos de Oliveira e pensa: - “é o fim da festa”. E aí só resta encher a cara até acabar com o que te resta de dignidade. Muito bem, me aproximo do tonel para apanhar uma cerveja, e me deparo com uma figura conhecida. A figura era irmã do dono da festa e é uma estilista e figurinista muito conhecida no “metier” moderno e “cult” da cidade. Olhei para ela e pensei na frase de papai: “O moderno é chato há anos”, mas fiquei na minha e fui em frente. Quando me agachei para apanhar a cerveja a mulher do nada me cutucou e falou: “SShhiiihh...eu odeio gente que usa bigode e boné!!”. Na hora minha resposta foi curta, grossa e implacável: - “Foda-se. Caguei pra você” peguei a cerveja virei a cara e fui embora pra sala.
Podia ter marcado o tempo. Cinco minutos depois tava a mulher me alugando, falando um monte de coisas pessoais e maliciosas no meu ouvido, e querendo saber tudo sobre mim, desde meu nome até e a cor da minha cueca. Aí virei pra ela e disse: - “Olha aqui, meu nome é Juvenal e minha cueca é cor de bosta”.
Então ela me beijou.
Mudando de assunto, ouçam os primeiros três discos do guitarrista mexicano-americano Carlos Santana. Não tem erro. Som divino. Ritmo e balanço latino com guitarra nota dez grunhindo feito gato no cio. Santana é um Mestre, com M maiúsculo.
Até Pequim!
Obs: eu não pude deixar de rir com o empurrão que o padre irlandês deu no brasileiro...
MEM (Mazolinha Esporro Menino)
mem@cocadaboa.com
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