Categoria: Ombudsman Girl

Guilherme de Ockham foi um filósofo que nasceu na idade média e recebeu por seu trabalho uma notoriedade média. Se você conhece esse nome é porque ou é um cético, ou estudou na faculdade sobre isso ou (muito provavelmente) viu o filme ou leu o livro “Contato”. Guilherme de Ockham não é um filósofo muito citado... seu papel na história não é o de um Aristóteles, Platão ou Sócrates. Até porque a filosofia produzida na idade média não foi tão contundente, não gerou tantos alicerces para o pensamento Ocidental quanto a Clássica. O mundo era outro, a Igreja já impunha certos moldes. E mais uma infinidade de razões fizeram com que os filósofos medievais, e com eles Guilherme de Ockham, sejam confrades apenas da pequena nata que teve que estudar alguma filosofia no terceiro grau. Mas isso não diminui sua importância.
Hoje em dia o nome de Ockham se encontra imortalizado no famoso argumento dialético de sua autoria conhecido por "Navalha de Ockham", o princípio de que diante de duas teorias que explicam igualmente os fatos observados, a mais simples é a correta.
Pode parecer estranho, mas Guilherme de Ockham, Silvio Santos e Mr. Manson encenaram uma ópera há alguns dias.
Um brevíssimo esclarecimento, para quem estava em Marte nesses dias é salutar; e eu aproveito para dar minhas opiniões particulares. Vamos lá:
Silvio Santos estava em seu refúgio no exterior quando o telefone toca.
Uma repórter da contigo (alugando o ouvido do homem do Baú em férias) pergunta se ele está se aposentando. Com a verve sacana de Silvio não estava de férias, nem tampouco aposentada, o cara começa a dizer que estava doente, a ponto de morrer e estava para vender o SBT, etc, etc...
O Brasil inteiro se assustou com a confissão ou sofreu com a possível morte do Homem do Baú. Amigos e familiares estranharam os depoimentos por desconhecerem tal doença. Mas o Brasil inteiro ficou inquieto e indócil para averiguar.
Metade do país acreditou na doença de Silvio Santos, ignorando o piadista nato que ele é. A outra metade duvidou da veracidade da doença, mas desacreditou ainda mais no potencial da repórter da Contigo de conseguir um furo como aquele. Parecia mais provável que tudo se tratasse de uma conspiração ou trote.
Não consigo imaginar exatamente como tudo se processou... o inconsciente coletivo, ou a voz rouca das ruas; mas o certo mesmo é que de uma hora pra outra a metade incrédula atribuiu ao Cocadaboa a autoria do tal trote. E o mais absurdo é que até para os crentes quando entrava o nome “Cocadaboa” na história tudo fazia sentido... Cocadaboa é mais verossímil que a voz gravada de Silvio Santos.
Mr. Manson, aproveitando a deixa, cria um engodo dizendo que sim, havia sido ele a criar tal brincadeira. Pronto, o circo já estava armado!
Segurem esse momento, vou contar uma breve história.
O telefone do Mr. Manson tem uma combinação numérica que se confunde muito com o de uma empresa transportadora. Todas as manhãs uma legião de clientes desesperados telefona por engano reclamando atraso de encomendas, pedindo o alívio das dívidas na entrega... enfim, tudo o que o consumidor pode querer falar com a empresa que contratou. E o mais absurdo é o requinte de interpretação com que o Manson trata esse pessoal. Muda a voz, simula uma busca no sistema teclando aleatoriamente no seu computador, usa empregada, amigas e parentes como intermediários para seus pequenos trotes particulares.
Se o Manson, um sacana de vinte e poucos anos e ainda amador no ramo da sacanagem, ama atormentar quem o incomoda no sossego de seu lar, que dirá Silvio Santos, que criou um império com isso???
Uma legião de jornalistas procurou o Manson para entrevistas e esclarecimentos.
Uma legião de leitores comentou sobre o trote do Cocadaboa.
Uma legião de brasileiros acreditou na sacanagem que “a gente fez”.
A vontade de viver um momento mágico fez todo mundo ver elefantes voadores e não a verdade.
Por um instante só quem acreditava na Lâmina de Ockham eram: Silvio Santos e Mr. Manson (fora o próprio Ockham).
De todas as sacanagens que já foram atribuídas ao Cocadaboa essa foi, de certa forma, a mais inocente. Não colocamos a mão em nada, a fama e a imaginação é que se encarregaram de nos envolver no evento. A única coisa que me incomodou (e me incomoda comumente) é o fator oportunismo dos eventos do Cocadaboa. Vejo talento nisso, mas não gosto da critica fácil que nos fazem. Mas mesmo assim eu posso conviver com isso.
O resumo dessa ópera é que todo mundo tem que se cuidar para não virar um dos patos que nadaram na lagoa do Cocadaboa e acabar perdendo a asa no fio da navalha de Ockham.
Observação interessante:
A produção do Super Pop mandou emails pedindo o telefone do Daniel, nosso suposto Silvio Santos. No mesmo momento em que Gilberto Barros mostrava a entrevista de Silvio Santos esclarecendo o corrido, Luciana Gimenes tentava falar com Silvio pelo telefone. Enquanto ouvíamos ou tut, tut, tut... chamando, a bela ainda perguntava pra produção se não era uma pegadinha com ela.
A pergunta:
Será que ela queria arrumar um furo (mesmo que muito fajuto) pra arrecadar alguma audiência no momento em que Leão dava um baile no salão do IBOPE?
Conclusão:
Pra não ser pato só desligando a televisão mesmo.
Mas vamos ao trabalho que não é Silvio Santos que paga o meu salário.
Tão engajadinho O Mr. Manson no seu “República das Laranjas”... até parece que pensa. Deve estar tentando fazer parte de monografia ou exemplo em sala de aula de primeiro período de faculdade pública. Agora, na boa, até que o texto tá bom mesmo.
Mas faço uma ressalva; só passo a confiar no nosso suco de laranja no dia em que a Coca-cola patentear o produto e se encarregar do marketing, antes disso ainda é uma loteria... e se vira moda tomar suco de jiló, ou aipim??? Olha lá nossa fortuna indo pro brejo?!
E ainda do Manson temos a maravilhosa colagem sobre o cotidiano do nosso ditador pop star predileto Saddan Hussein em: “Saddan é Gente como a Gente”. Obra de um verdadeiro artista.
Se perguntarem à queima roupa o que Rafael Spoladore quer ser quando crescer ele vai responder com um brilho no olhar: “Tyler Durden”.
Não quero ser desmancha prazer mas já fizeram um filme sobre isso, lindinho; e mesmo assim o personagem era mais profundo porque Tyler Durden era só uma faceta da personalidade múltipla de um indivíduo medíocre e convencional. E vou além, a magia maior reside no fato de que no momento que vem à tona toda a trama e que o personagem medíocre e convencional descobre que a personalidade subversiva é um lampejo de uma única mente (ou seja, a dele próprio) ele deixa de ser medíocre e convencional, se tornando crítico e consciente... uma libertação das bitolas e convenções sociais. Aplausos!
Criancinha, ou você arruma uma personalidade comportadinha e educadinha para seus momentos de escapismo ou assume logo que esse roteiro “Suicide-se após o beep” não é seu. E, por precaução, vai bolando um herói menos psicanalítico. Tenta ficar verde quando estiver nervoso ou pensa num jeito de sair teias de aranha dos seus pulsos... Sei lá, é só uma idéia.
Maiores informações em “Clube da Luta”.
Veja o filme. Leia o livro. Compre o disco. Use a camiseta. Tome o refrigerante. Ame o Brad Pitt; e não me encha o saco.
Vamos agora para o “Temos Vagas” do Odisseu Kapin.
O Odisseu já tem um histórico caso de amor com publicações de cunho sexual. Desse assunto ele entende mesmo!!!
O leitor pode até ignorar, mas o seleto grupo que assistiu a estréia da Eslovênia na Copa do Mundo nas belíssimas instalações do Lord Jim (onde nossa equipe foi vastamente festejada e recebeu o atendimento vip e caloroso que só os nobres ingleses podem proporcionar) pôde ouvir em uma vibrante confissão de nosso Odisseu que ele escreve como colunista para uma revista no mínimo “suspeita”.
Nem tente ser óbvio e procurar “Odisseu Kapin” no expediente da, digamos, “Globo Rural”, pois ele é um cara esperto e usa um pseudônimo.
E eu também não serei tão traidora a ponto de dizer que “tipo” de revista é. Mas te dou um doce se você adivinhar!!!
Tadinho, não sei se ele abriu o bico por conta do pilequinho, do fiasco que foi o jogo ou do embrulho depois que comemos o maior joelho do mundo (pão recheado com presunto, queijo e, as vezes, orégano) numa padaria local. Mas só sei que foi assim...
É porque eu andei afastada que os meninos começaram a descuidar das coisas mais elementares... como é que um fulaninho desses, que eu vi menino; imberbe e franzino vai dizer uma coisa dessas como o Eddie Torres em “A Tocha que Resolve”!
O cara namora um baita mulherão (nem imagino que artifícios torpes ele tenha usado para conseguir tal feito) e tem a cara de pau de falar algo desse nível... me sinto na obrigação de perguntar: - É experiência própria, honney???
O Eddie tem uma fama tão péssima que, conforme reza a lenda, foi capaz de estragar uma determinada ninfeta. A menina era um piteuzinho quando se envolveu com o experiente Eddie. O malandro deu umas chegadas na menina e quando foram ver a menina parecia um filhote de cruz credo! Ouço essa conversa há anos com um pouco de incredulidade, mas há poucos meses vi na Lapa uma criatura que assemelhava-se a menina da minha descrição (filhote de cruz credo) e em uníssono ouvi do grupo: - taí a menina que o Eddie Torres estragou! Eu juro!
Ora bolas, com um cara que estraga meninas tudo é possível, até que cerca de “90% das mulheres finjam orgasmo 90% das vezes”. Isso é um caso isolado de problema com o macho, não com as fêmeas da minha espécie. Pensemos nisso como anomalia e não como regra.
E tem mais, em “Querem destruir minha memória!” o mesmo Eddie diz: “Certamente nunca mais usaria uma fantasia do He-Man como no carnaval de 87 (a não ser se a patroa pedisse com carinho)”. O que reforça minha teoria de que a fêmea que se deita com Eddie Torres tem obrigatoriamente que fingir um orgasmo... não posso me imaginar gozando diante do espavento, da estrovenga que seria ver o Eddie Torres de He-Man!!!
Eu estava realmente com saudade de escrever no Cocadaboa. Saudade das piadas, do contato com os leitores, dos escândalos, até da pressão do Manson pela pontualidade nos textos. Estava eu tão alegre pelo retorno que por alguns instantes me esqueci o porquê de ter dado “um tempo” do site. Minha amnésia durou pouco, pois foi só ler uma única frase e toda verdade (que a endorfina da alegria inicial havia escondido sorrateiramente) aflorou. Querem saber qual foi a frase? “Ao longo desses 23 anos vivendo intensamente tudo que pode ser vivido, eu percebo que todo o mundo é mesmo baseado no bom boquete.” – extraída de “O Bom e Velho Boquete” - PIRU.
Foi para evitar ter que comentar isso que me ausentei por tanto tempo.
Quem conhece sabe; quando foi que o PIRU viveu intensamente? Quando???
A resposta retumba pelo universo – NUNCA.
E que maldita colocação é essa de que “todo o mundo é mesmo baseado no bom boquete”? Que cacete é esse? Isso não faz sentido algum! “Tipo assim”: as instituições, a sociedade civil, as minorias, as maiorias, os avanços tecnológicos, a história como um todo (incluindo a pré-história e excluindo o Big Bang, porque aí não existia mundo no sentido terra e apenas no sentido conceito; ou não... na dúvida corta o Big Bang); bom, tudo isso dito acima se baseia mesmo “no bom boquete”?
Não sou douta em receber bons boquetes, talvez por isso não aceite como verdadeira essa afirmação, ainda mais baseada na “intensa experiência de vida” do PIRU. Quem quiser acreditar nessa maluquice que o faça por sua própria conta e risco.
A desculpinha mais fajuta pra quem tem pinto “P” é dizer que atualmente pinto “G” não está com nada... É igual a camiseta; nos anos 80 todo mundo queria usar enormes e que a partir dos 90 começamos a usar pequeninas, Baby Look, sabe?!
Até concordo que a magia não esteja no tamanho, mas aposto que ele sofre com o seu “Baby Look”! Até porque essa informação nem precisaria estar metida no seu texto... foi apenas a pequena catarse de um machista “G” que tem que ser liberal porque, afinal de contas, está com o documento vencido.
Mas não, (antes que você ouse, PIRU) não venha me oferecer a prova de que estou errada na minha tese... prefiro ficar na dúvida. Grata.
Bom, babies, é isso por hoje.
Estou feliz por estar de volta.
Beijocas da Mulher Maravilha.
mulhermaravilha@cocadaboa.com
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