Categoria: MrManson
| Lembro que quando era pequeno e ia em um casamento sempre pensava: "porra, taí um cara que vai se dar bem essa noite". Minha mente ingênua, a época que vivia, sei lá... A noite de núpcias tinha um brilho que a nossa sociedade libertária (ou libertina) apagou completamente. Hoje em dia não há mais "o grande momento do casal". Depois de anos de namoro e noivado sem pudores, fica difícil o casal ter algum truque escondido nas mangas para depois da benção do Senhor. |
A Nova Virgindade
Lembro que quando era pequeno e ia em um casamento sempre pensava: "porra, taí um cara que vai se dar bem essa noite". Minha mente ingênua, a época que vivia, sei lá... A noite de núpcias tinha um brilho que a nossa sociedade libertária (ou libertina) apagou completamente. Hoje em dia não há mais "o grande momento do casal". Depois de anos de namoro e noivado sem pudores, fica difícil o casal ter algum truque escondido nas mangas para depois da benção do Senhor.
A situação está ficando tão calamitosa que o padrão da lua-de-mel está caindo assustadoramente. Antigamente, por mais humilde que fossem os noivos, sempre rolava uma viagem especial. O "descabaçamento" era um evento nobre e exigia investimento, mesmo que fosse num humilde "3 estrelas" em uma estância hidro-mineral de Minas Gerais.
Mas hoje em dia é cada vez mais comum ver recém-casados que trocam o que seriam "dias de descobertas intensas" por um jogo de sofá melhor ou um DVD player para a casa nova. Terminam a cerimônia e vão direto para casa. Tiram o arroz dos cabelos, fazem um papai-mamãe burocrático e usam seu escasso tempo para descansar da maratona de organização da festa, porque as contas a pagar só permitiram 2 dias de folga.
Não preciso falar que sexo antes do casamento é essencial, mas precisamos encontrar uma maneira de continuar usufruindo de seus benefícios sem sacrificar a ansiedade da noite de núpcias. Afinal, a vida é feita desses pequenos momentos. Procastinamos o prazer até que ele se torne tão intenso que quando consumado deixe uma marca na memória até o fim de nossos dias. O "friozinho na barriga" que dois virgens sentem ao mesmo momento, após anos de amor cultivado é o alicerce da vida em família. Quem não teve a oportunidade de viver uma lua-de-mel em sua plenitude, com certeza vai para o túmulo devendo algo.
Sugiro então que o século 21 estimule um novo tipo de castidade, um novo código social a ser adotado por todos:
A mulher deve manter seu hímen até o momento que lhe convier, até que ela se sinta madura para iniciar sua vida sexualmente ativa ou então até o momento que a insistência de seu namorado a faça sucumbir, enfim, o atual padrão de nossa sociedade. O cabaço pode ir. Dezoito, quinze, até treze anos... pouco importa. Mas a inviolabilidade do lacre traseiro precisa ser mantida até a noite de núpcias.
Trocando em miúdos: todos poderiam transar à vontade, mas o cuzinho ficaria reservado para casais abençoados por Deus. A idéia pode parecer absurda, ou até antiquada na atual esbórnia em que vivemos, mas garanto que ela é viável. Não quero que a nossa época de "Sodoma e Gomorra" acabe, eu gosto dela! Só proponho que fiquemos com a Gomorra para o cotidiano e a Sodoma para momentos especiais.
Só com um novo "ritual" poderemos resgatar a mágica da noite que sucede o momento do "sim".
Em um primeiro momento a proposta parece ser injusta com as mulheres, mas na verdade ela resgata a igualdade. O homem sempre foi "iniciado’ com maior antecedência, logo tinha mais experiência ao casar. Mas se adotarmos este novo protocolo, os meninos chegarão ao casamento em igualdade de condições, tão inexperientes nesse território quanto suas parceiras, pois se com os atuais padrões já é difícil descolar um cuzinho na zona do meretrício, garanto que as putas vão fazer "mais doce ainda" se sinalizarmos com a possibilidade de que até mesmo elas podem se casar com a dignidade de poder ter guardado para seu maridão um filme inédito numa vida que foi pura "Seção da Tarde".
Nós homens também não sairíamos perdendo, pois a nossa verve de "desbravadores" estaria preservada. Algum sentimento primitivo nos faz gostar de estar em algum lugar aonde nenhum homem esteve antes. Quem não quer despir sua amada noiva (vestida merecidamente de branco, o que é no mínimo raro hoje em dia, para não falar impossível) e ao mesmo tempo sentir em seu olhar um pouco de timidez, misturada com ansiedade e aflição?
Para resgatar um momento tão mágico, mais do que merecido por duas pessoas que juraram amor eterno, convenhamos que esta nova modalidade de castidade não seria nenhum sacrifício, pois mesmo se privando de uma opção, as demais combinações são amplamente satisfatórias para até mesmo o mais longo dos namoros.
A salvação da lua-de-mel e da felicidade da vida a dois é simples, basta aceitarmos deslocar a "virgindade oficial" para o buraco ao lado. Ela nunca passou de uma mera convenção mesmo. Somente assim as virgens, espécie em extinção, vão conseguir preservar algum tipo de pureza em um mundo tão devasso. Meninas, guardem o anal para o seu marido, ele merece algo especial.
MrManson
mrmanson@cocadaboa.com
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