Categoria: Ombudsman Girl
Ombudsman 29
O Retorno da Jedi

Adorados filhotes!
Perdão por ter deixado tanto tempo de comparecer ao nosso encontro... vocês me perdoam, né?!
Juro que tive uma razão mais que plausível para ter falhado... estou fazendo uma reforma em casa e acabei descobrindo o horror que é depender de homem. O homem da madeira, o homem das ferragens, o homem da tinta, o homem do entulho... todos uns safados, uns tratantes; marcam com você e não cumprem, trazem o material errado, fazem o serviço como porcos! Isso sem falar no pedreiro, que conseguiu fazer um buraco para porta que não passava a porta!!!
Não quero mais homem na minha vida, confiar em homem é a pior coisa do mundo!
É como o Eddie Torres me disse, na Espanha o xingamento mais agressivo não é mandar alguém se f@$%# ou tomar no c&, quando você quer o pior pro indivíduo você diz "te desejo uma obra", aí imediatamente a pessoa se sente amaldiçoada! Não sei se é verdade essa história, mas faz o maior sentido...
Mas eu estava louca de saudade de você e prometo compensar o tempo perdido.
Muito obrigada aos leitores pelos muitos emails reclamando minha ausência, me senti muito queridinha com essa lisura de vocês...
Em tempo; esse depoimento não foi uma adesão ao lesbianismo.
Ano Novo, presidente novo, ministros novos e o Gilberto Gil dando um cochilo na hora da solenidade... que vergonha! Fico com medo quando o Ministro da Cultura fala em reinstituir o Tropicalismo por essas bandas; as drogas também ou só os cabelos e as roupas?
E aquele assunto de salário... que merda!
O ano é novo mas o serviço é velho, e vamos a ele:
Já há algum tempo eu tenho sentido o Manson numa certa carência de Michael Jackson e sua atmosfera anos 80. Ele arrumou na internet todos os jogos de Atari e as músicas antigas do ídolo falso branco. Até aí tudo bem, estamos ficando velhos e saudosismo é algo saudável, mas ai li "Salvem o Maicon" e começo a me preocupar. Se ele entra nessa de que sacanear a estrela que está no auge do sucesso (que começa a ter atitudes estranhas e modifica abruptamente seu visual) pode salvá-la de um futuro catastrófico a Daniela Cicarelli tá perdida; pois ao contrario do Michael que desmacacou-se ela arrumou uma puta beiçola de silicone que a está transformando numa verdadeira Chita! Quer a prova? Dê uma boa olhada na propaganda de Telefônica celular e me conte depois!

Sabe, não entendi muito bem o que o Odisseu espera com o seu "Eco-Lógica". É para a gente se conformar com os casacos de pele animal, já que existe coisas mais importante para os ecologistas se importarem? É para a gente não matar mais bicho algum por razão alguma? É para bicho algum matar bicho algum?
É para a gente criar uma onG para salvar os ecologistas da insensibilidade? É só um depoimento para conscientizar a gente? É só um depoimento para conscientizar os bichos?
Dê uma lida e me responda o que fazer com os "animais" que matam animais para fazer casacos com suas peles.
Depois que virou pai o universo de Adaílton Persegonha se expandiu.
Antes, um humorista já conceituado, Adaílton usava seu tempo e intelecto em longos e embriagantes saraus culturais na companhia da nata intelectual e humorista carioca. Lia livros modernos e clássicos. Descobria o mundo pela ótica da cultura... um boêmio, um Humanista.
Hoje, um pai já conceituado, Adaílton usa seu tempo e intelecto em longas sudarentas tardes de festejos de aniversário (vestido de palhaço) na companhia da nata infantil carioca. Lê livros de histórias modernas do Ziraldo e os clássicos contos da Carochinha e fábulas de La Fontaine. Descobre o mundo pela ótica dos "gugus dadás"... e vai pra casa cedo, ninar o Rafael.

É por isso que ele escreveu "Os Sete Anões". Só por isso...
Todo mundo na "Grande Equipe de Redatores do Cocadaboa" sabe como funciona o processo criativo de Eddie Torres, nosso amigo e irmão.
Agora, em primeira mão, o leitor vai ver na íntegra a compilação de um diálogo entre Mr. Manson e Eddie Torres e o desenvolvimento de um de seus textos.
Mr. Manson: - Aí, Eddie, tô precisando atualizar, me manda o seu texto.
Eddie Torres: - É pra quando?
Mr. Manson: - Hoje.
Eddie Torres: - Daqui há meia hora te mando.
Nesse momento a centelha de criatividade se acende na mente de Eddie, que sai pela internet como um desvairado catando um assunto pra falar a respeito.
Quinze minutos depois o texto está pronto, mas em compensação a gente sabe que ele pegou um tema bom, foi parcial, escreveu correndo e poderia ter feito um texto muito melhor, porque ele é bom nisso; mas é brasileiro (como tantos de nós somos) e deixou tudo para última hora. O Manson fica feliz, com sua edição; o Eddie fica feliz, se livrando do problema... mas eu e o leitor não.
Agora eu pergunto: Quem deveria ser a parte feliz nessa história?
Já ia esquecendo, leiam "Fetiche de Cú é Rola" e vejam quem está certo(a)!
Eu deveria falar do texto do MEM, "Lutando Contra os Mosquitos", mas tô com vontade não... Prefiro falar que fui assistir o MEM no teatro em "Eu e o Meu Guarda-chuva" e achei demais! Entramos "digrátis", cortesia do MEM, e por isso fomos alojados "a moda cacete". O Manson reclamava que a bunda tava quadrada sentado no chão e o Eddie ouviu muito bem a peça, já que nem ângulo de visão tinha (tava de pé o coitado), mas eu, que sou portátil, vi tudo e adorei! Cantei e dancei as músicas com mais entusiasmo que a criançada presente.
Posso assegurar que a peça foi aquele sucesso porque o MEM tava lá, batucando pra gente!
E MEM, olha meu CD, heim?! Tô esperando!
Meu Deus, o PIRU nacionalista era tudo o que eu merecia! Tão Policarpo Quaresma quanto o próprio Lima Barreto sonhou. Agüentar o tamanho dos textos do Sherlock é tarefa difícil, mas como o Sherlock faltou nessa última edição o PIRU juntou 3 textos em um para compensar...
O PIRU tá levando tão a sério esse "brasilianismo" que agora só usa sandálias de couro nordestinas com bombachas dos pampas gaúchos (e uma famosa boina...), um pout-pourri de cultura nacional.
Agora sério, fora os excessos de sempre (e umas palavrinhas inventadas e outras estropiadas) o texto tá legal. Se convencer o povo está de ótimo tamanho.
Mas que seja apenas um nacionalismo exacerbado e não o tropicalismo tardio do Gil.
Como o leitor que mais sofreu pela minha ausência nessas duas últimas edições parece ter sido mesmo o PIRU (que por várias vezes lamentou publicamente – não de maneira inocente, já que Narciso só queria saber o que achei de seu texto) quebrei uma regra estabelecida e vou criticar seu texto da edição retrasada. Mas não se acostume, heim, PIRU?!
Bem mais ou menos esse "Se a Fala Falasse", até porque não cumpre com o prometido, já que é parcial e não analisa os discursos... com um bom tema saiu um texto besta e pretensioso... fraco! E a meu ver era Bozolina, e não Buzolina, e a gente só ouvia a voz dela, nunca vimos a figurinha, né?!
Bem, filhotes, vou me despedindo deixando beijos, votos de felicidades e sorte nesse ano novo para todos nós.
Mulher Maravilha
mulhermaravilha@cocadaboa.com
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