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Minha Tarde Com Frota

Desde que comecei a escrever aqui no Cocadaboa (caralho,já faz um ano!!), a cada nova edição do site eu ficava tentado a escrever sobre um assunto engraçado e verídico que aconteceu comigo e com dois amigos há pouco mais de um ano atrás. Porém eu acabava sempre desistindo da idéia.

Publicado originalmente em de 2002.

Minha Tarde Com Frota

Desde que comecei a escrever aqui no Cocadaboa (caralho,já faz um ano!!), a cada nova edição do site eu ficava tentado a escrever sobre um assunto engraçado e verídico que aconteceu comigo e com dois amigos há pouco mais de um ano atrás. Porém eu acabava sempre desistindo da idéia. Não sei porque, acho que era meu inconsciente que me mandava esperar o momento certo para que esse assunto viesse à tona. E agora não me resta dúvida. É este o momento da revelação.

O assunto do momento sem sombra de dúvidas é a Casa dos Artistas e seus "personagens". É óbvio ululante que foi o programa de maior sucesso dos últimos anos da nossa tv, desbancando até as bostas dos programas da Rede Globo.

Cada uma das personalidades que passou por ali certamente deixou algo de bizarro na memória dos telespectadores. Supla, Bárbara Paz, Nana, Núbia, Taquara e cia fizeram deste final de ano uma verdadeira corrida aos aparelhos televisivos para ver o que é que se passava no seu cotidiano dentro da casa.

Um dos participantes mais polêmicos, se não o mais polêmico, foi o grandalhão Alexandre Frota. O jovem queria dar cadeiradas nas mulheres, fez uma baita encenação indo embora da casa antes do tempo, conversou com um melão, tirou sarro com uma daquelas gostosas que estavam por lá, criou a polêmica do celular e fez e falou mais um monte de baboseiras que se eu fosse enumerar ia acabar escrevendo um testamento.

O fato é que um dia, um bizarro dia, eu estive lado a lado com esta figura almoçando na mesma mesa numa distante cidade do nordeste do país.

Vamos à história.
Como já disse na edição anterior, eu possuo o incrível dom de tocar bateria, e é deste modo que consigo alguns trocados para comprar leite para as crianças (já que escrever nesta porra não me rende nada, o Sr. Manson é o maior explorador do planeta!!!).

Houve uma época que eu tocava com um artista consagrado da música pop brasileira, um integrante de uma grande banda nacional que começou nos anos 80 e faz muito sucesso até hoje. Acho que vocês devem conhecê-lo, seu nome é Branca de Neve. O fato é que tocando com Branca, pude conhecer alguns lugares deste vasto Brasil. Num destes lugares, uma cidade chamada Petrolina, ao desembarcarmos no chuvoso aeroporto local avistamos uma figura de porte gigantesco (só o pescoço do cara eram dois de mim), de óculos escuros, bagagem na mão e uma tatuagem de um cachorro no braço. Ao chegarmos mais perto pudemos reconhecê-lo, e constatamos que a figura era o Alexandre Frota.

Para nosso espanto Frota estava ali para participar do mesmo evento no qual iríamos tocar a noite. Então, na mesma hora fomos apresentados e colocados juntos numa van que nos levaria até o hotel.

O percurso do aeroporto ao hotel já foi algo de divertido. Ficamos ouvindo o Frota e o Branca relembrando de fatos ocorridos nos anos 80. Na hora não perdi a oportunidade de elogiá-lo por seu ótimo papel em Roque Santeiro (que na ocasião estava sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo). Pra quem não se lembra, Frota encarnava um assistente de direção do filme sobre a vida de Roque, e chamava-se Luisão.

Poucas horas depois, nos reencontramos para almoçar. Na mesa estávamos eu, Frota, Branca, Gabrimanuel e Seubruninho (estes dois últimos, músicos da magnífica banda carioca Carne de Segunda). Conversamos o almoço inteiro com Frota, e vimos que o sujeito era uma figura. O maluco nos contou vários fatos doidos e engraçados sobre ele e sobre outros figurões da nossa mídia. Não me recordo de todos mas um deles foi como o cara foi pego por uma pegadinha do Gugu, em que uma bicha ficava se agarrando nele na frente de várias pessoas. O cara falou que a pegadinha era de verdade, que não tinha armação, e que ele ficou muito puto da vida e quase encheu o viado de porrada.

Depois disso fomos tirar um cochilo e na hora marcada para irmos ao local do show, Frota já tinha picado a mula e voltado para casa, o que deixou todo mundo intrigado com a história.

Mais tarde viemos a saber que o Frota tinha ido pra Petrolina no lugar de Paulo Micoleão, outro integrante da consagrada banda de Branca que também iria fazer um show, mas que acabou não rolando. E não sabemos porque, mas por algum motivo louco, Frota se mandou em dois tempos.

Nós rimos pra cacete da situação toda e trouxemos até uma prova da veracidade do fato. Gabrimanuel possui em seus arquivos, uma cópia do nosso registro no hotel, o­nde ao lado de nossos nomes está: Alexandre Frota.
Ótima tarde!!!!!

Quanto ao disco desta edição, pensei em indicar o acústico do Rei Roberto, mas depois pensei melhor e concluí que se fosse pra indicar discos do Rei, melhor indicar logo os mais fodões. Porém depois pensei melhor ainda e decidi fazer meu próprio acústico do Rei e indicar apenas as faixas e os discos nos quais elas estão.

Não que o acústico que foi lançado agora não seja bom. É bom, mas acho que poderia ter sido mais original e melhor. É realmente uma tarefa difícil escolher o repertório de canções para um disco acústico de Roberto Carlos. O cara tem material pra fazer uns três acústicos da melhor qualidade, e ainda sobrar uma meia dúzia de músicas.
Uma boa idéia que eu tive e usei como critério, foi de colocar musicas só de autoria de outros compositores, mas que Roberto já tenha gravado em algum de seus discos. Por este critério e pelo meu gosto o acústico ficaria assim:

1- VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967)
2- UM LEÃO ESTÁ SOLTO NAS RUAS - É Proibido Fumar (1964)
3- NEGRO GATO - Roberto Carlos (1966)
4- NEM MESMO VOCÊ - O Inimitável (1968)
5- VOCÊ DEIXOU ALGUÉM A ESPERAR - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967)
6- SÓ VOU GOSTAR DE QUEM GOSTA DE MIM - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967)
7- ESQUEÇA - Roberto Carlos (1966)
8- NINGUEM VAI TIRAR VOCÊ DE MIM - O Inimitável (1968)
9- E NÃO VOU MAIS DEIXAR VOCÊ TÃO SÓ - O Inimitável (1968)
10- NOSSA CANÇÃO - Roberto Carlos (1966)
11- COMO 2 E 2 - Roberto Carlos (1971)
12- NÃO VOU FICAR - Roberto Carlos (1969)
13- NÃO HÁ DINHEIRO QUE PAGUE - O Inimitável (1968)
14- NÃO ADIANTA NADA - Roberto Carlos (1973)
15- CIÚME DE VOCÊ - O Inimitável (1968)

Um beijo na tua alma.

Obs: Um feliz natal pra quem foda sua família e muito boas entradas para todos os leitores!!

MEM
mem@cocadaboa.com

as 14/01/03, 22:43

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