Categoria: Ombudsman Girl
De início vou fazer uma revelação um tanto constrangedora: estou com vontade de votar na Roseana Sarney (para alguém que recebeu uma orientação política totalmente esquerda é vergonhoso confessar isso).
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Número 11 De início vou fazer uma revelação um tanto constrangedora: estou com vontade de votar na Roseana Sarney (para alguém que recebeu uma orientação política totalmente esquerda é vergonhoso confessar isso). Vi o programa eleitoral e me apaixonei. Ela veio linda, falou manso, quase maternal, a música era perfeita, as atrizes reais, o discurso consciente e tangível e acima de tudo ela era mulher. Sei que talvez não tenha me apaixonado pela Roseana de verdade, pois esta vem acompanhada por um kit, que não pode ser vendido separadamente, que contém: PFL e seus componentes, José Sarney, Neoliberalismo, BID, FMI, e tantos outros elementos e siglas que fica difícil acreditar nela. Mas mesmo assim é tentador. Chega a ser uma deslealdade contra nós mulheres que um marqueteiro mexa uns pauzinhos e consiga abalar com as convicções políticas da gente. Se pelo menos ela fosse de uma facção moderada de esquerda (centro esquerda já dava) mas não, a danada é do PFL. Não que eu ache que a esquerda possa mudar qualquer coisa (longe disso!) mas acho que se eu já não tenho muita certeza de Deus, não acredito em duendes e não posso comer muito chocolate para não engordar, acabo tendo que me agarrar a alguma convicção, sabe?! Acho que se eu tivesse a certeza de que o candidato "mais esquerda" não perderia pela falta do meu voto iria votar nela. Seria um voto quietinho, só eu comigo mesma. Mas como isso não acontece, vamos ao trabalho forçado. Eu queria dizer diferente, mas achei essa edição insípida, incolor e inodora. Mr. Manson: Argumento fraco e beirando a vulgaridade. A introdução da Sandy no final revela a paranóia e a idéia fixa do jovem em relação à cantora. Aproveitando o péssimo texto do Kid Malandragem poderíamos já incluí-lo na lista dos serial killers, pois se ele ainda não iniciou sua vida de crimes contra pop stars adolescentes gostosinhas a coisa está por pouco. Kid Malandragem: Argumento fraco e beirando a vulgaridade. Ainda não entendi o fundamento do texto ou sequer se o texto tinha um fundamento. Se quiser acrescentar ao texto que o Manson é futuro matador de cantoras adolescentes não precisa me dar os créditos. Odisseu Kapin: Argumento fraco e beirando a vulgaridade. No início do texto achei que fosse ter um final engraçado. Chamei minha mãe para ouvir, mas pouco tempo depois a velha começou a olhar para os lados com vontade de se levantar; entendi que tinha começado a ficar meio chato. Mas vou perdoar pois sei que ele estava pensando em outras "cositas" muito importantes. Adaílton Persegonha: Argumento fraco e beirando a vulgaridade. O tom até que é bom, mas eu prefiro quando o Adaílton se dirige ao leitor com o mais caloroso "Aê putada" já habitual. O texto parece uma adaptação daqueles mails da loura fazendo prova, do PM fazendo prova e tantos outros. A primeira questão é boa. Papa Nicolau: Argumento fraco e beirando a vulgaridade. Não sei se é o caso de eu procurar ajuda espiritual por estar virando médium, mas eu juro que já conhecia trechos desse texto. Não sei se foi uma adaptação, não sei mais nada... Minto, sei que não gostei. Fernando Fragoso Figueira Fortunato: Argumento fraco e beirando a vulgaridade. Fernando, nem o SBT faria tal novela. Acho que vou procurar na locadora mais cult das redondezas as fitas com o compacto de "Maria do Bairro" e a mais recente "Rosalinda" para você fazer uma miscelânea um pouco mais rica da próxima vez. Não acabarei com a raça de Sherlock Holmes com suas teorias estapafúrdias e do PIRÚ e sua boca de latrina porque os cagões fugiram da raia. Mulher Maravilha P.s.: Um abraço pro MEM que é muito bonzinho. |
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