Cocadaboa Entrevista Lula

Para fechar nossa rodada especial de entrevista com os principais candidatos à Presidência, conversamos com Luís Inácio Lula da Silva a poucos dias da eleição. Por incrível que pareça, não tivemos muito trabalho para conseguir conversar com Lula. Dissemos que éramos artistas da indústria do entretenimento e que também éramos empresários (proprietários de um site). Como pertencíamos a dois setores que aderiram maciçamente à campanha e Lula não quer nem saber de onde vem o apoio, ele concordou em nos conceder cinco minutos de seu tempo (ou talvez quatro, já que ficamos confusos quando ele nos mostrou nos dedos quantos minutos teríamos).

Cocadaboa Entrevista
Lula

Para fechar nossa rodada especial de entrevista com os principais candidatos à Presidência, conversamos com Luís Inácio Lula da Silva a poucos dias da eleição. Por incrível que pareça, não tivemos muito trabalho para conseguir conversar com Lula. Dissemos que éramos artistas da indústria do entretenimento e que também éramos empresários (proprietários de um site). Como pertencíamos a dois setores que aderiram maciçamente à campanha e Lula não quer nem saber de o­nde vem o apoio, ele concordou em nos conceder cinco minutos de seu tempo (ou talvez quatro, já que ficamos confusos quando ele nos mostrou nos dedos quantos minutos teríamos). O futuro Presidente da República não queria nos dar entrevista, apenas formalizar o apoio. Mas como tínhamos ouvido as declarações de Leonel Brizola sobre o apreço do petista por uma boa cachaça, levamos um pinga para soltar a língua de Lula (soltar a língua no sentido figurativo, já que ele continuou falando como o Romário). Talvez o excelentíssimo senhor Luís Inácio não reconheça que deu essas declarações quando sair do porre, mas decidimos correr o risco e publicar a entrevista mesmo assim.


Cocadaboa: Lula, por que o senhor não comprou um diploma da Estácio de Sá para acabar com um dos principais argumentos de seus inimigos?

Lula: Realmente isso teria poupado muitas agressões, mas não resolveria nada. Tenho orgulho de não ter diploma e não vai ser isso que vai me impedir de ser presidente e receber homenagens de instituições educacionais como o Fernando Henrique. O Instituto Universal Brasileiro, maior formador de profissionais por correspondência do Brasil, já se ofereceu para me homenagear, inclusive com o título de Doutor Honoris Causa em silk-screen e eletrônica de TV.

Cocadaboa: Alguns membros do PT andaram dizendo em conversas informais que o senhor, por não ter estudo nem experiência administrativa, não iria governar o país de fato e que, como a tarefa caberia aos líderes do partido, seu cargo na verdade seria o de "Presidente de Honra da República". O senhor acha que isso é apenas brincadeira de seus colegas de partido ou se sente ofendido com as declarações?

Lula: Não me ofendo em nada. Depois de 4 tentativas estou topando qualquer coisa. Antes presidente de honra do que tetra-vice-campeão.

Cocadaboa: É verdade que o senhor, quando eleito, não contará com apenas um porta-voz, mas uma grande equipe de porta-vozes para substitui-lo em todos os pronunciamentos à nação, como forma de evitar o desgaste de sua imagem com uma maior exposição de seus erros de português?

Lula: Isso é mentira. Faço questão de continuar me comunicando diretamente com o povo da mesma maneira de sempre. Pretendo inclusive contratar intérpretes de língua estrangeira que também sejam analfabetos, para que meus discursos em eventos internacionais sejam traduzidos fielmente.

Cocadaboa: O senhor acha que a Igreja contribuiu para acabar com a antiga crença de que comunistas comiam criancinhas, já que o povo percebeu que essa função cabia aos padres?

Lula: Isso tudo é uma bobagem. Olhe para a Coréia do Norte e para Cuba, eles não têm dinheiro nem para comer batata, quanto mais uma criancinha para acompanhar.

Cocadaboa: Dizem que para o senhor continuar contando com o apoio dos sindicatos, o governo decretará uma greve geral por mês. Os rumores têm algum fundo de verdade?

Lula: Se tem fundo de verdade eu não sei, mas é melhor acreditar no rumor e fechar tudo mesmo. Eu que não estou afim de arrumar problema com o poder paralelo.

Cocadaboa: Os cientistas políticos afirmam que os Estados Unidos devem tentar exercer uma maior influência no Brasil, pois nosso país seria o único a contar com um governante que o presidente George Bush consideraria inferior intelectualmente. O senhor está preparado para lidar com o governo americano?

Lula: Quero que fique claro que não sou mais burro do que o Bush. A única vantagem é que ele consegue fazer somas até 10 e eu só consigo fazer operações matemáticas até nove, mas isso não é um problema depois que inventaram a máquina de calcular.

Cocadaboa: Como o governo fará para pagar o apoio da classe artística? Haverá financiamento para centenas de peças experimentais ou shows populares com cachês superfaturados?

Lula: O país está falido, não existe dinheiro para financiar este tipo de coisa. Mas para retribuir o apoio dos nossos companheiros artistas, pretendemos aprovar a lei na Prefeita Marta Suplicy regulamentando os casamentos entre homossexuais. Com certeza isso os deixará satisfeitos.

O Calúnia e Difamação é escrito por:
Odisseu Kapyn nas perguntas e MrManson nas respostas.

as 10/01/03, 21:00

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