Categoria: Calúnia e Difamação
Estamos dando início a uma série de entrevistas com os candidatos a presidência, que deve ir até o segundo turno das eleições. Decidimos começar por Garotinho, pois não podíamos deixa-lo por último, já que é o único que certamente não estará entre os dois mais votados na segunda etapa do pleito. Para entrevistar o candidato religioso, dissemos que tínhamos uma verba para doar a Garotinho. Desesperado com a falta de recursos, o ex-governador nem quis saber mais detalhes sobre nós e nos deixou entrar no gabinete.
Cocadaboa Entrevista
Garotinho
Estamos dando início a uma série de entrevistas com os candidatos a presidência, que deve ir até o segundo turno das eleições. Decidimos começar por Garotinho, pois não podíamos deixa-lo por último, já que é o único que certamente não estará entre os dois mais votados na segunda etapa do pleito. Para entrevistar o candidato religioso, dissemos que tínhamos uma verba para doar a Garotinho. Desesperado com a falta de recursos, o ex-governador nem quis saber mais detalhes sobre nós e nos deixou entrar no gabinete. Amarramos uma nota de um dólar num barbante e suspendemos fora do alcance do candidato. Ele ficava desesperado dando pulinhos para tentar pegar o dinheiro e nem se importava com as perguntas que fazíamos, pois a cada resposta que dava abaixávamos um pouco a altura da nota. No fim da entrevista, Garotinho pegou a nota e escondeu na Bíblia, caindo de joelhos e rezando fervorosamente para Deus, pedindo que o poupasse daquelas visões. Aparentemente, Garotinho, diante de uma situação tão insólita, considerou o episódio como uma visão mandada pelo Senhor. É possível que o candidato não reconheça que deu a entrevista, mas vamos correr o risco e publicá-la mesmo assim.
Cocadaboa: O senhor não previu que ficaria sem dinheiro para a campanha? Afinal, seus militantes são evangélicos, que já gastam muito dinheiro com a igreja.
Garotinho: Muito pelo contrário, tive um grande número de doadores. Quem é idiota o suficiente para acreditar em Deus também é capaz de acreditar em políticos. Os evangélicos contribuíram em massa para a minha campanha, acontece que a maioria é favelado, ou seja, 10% de nada é nada.
Cocadaboa: É verdade que caso eleito, o senhor trocará o imposto de renda pelo imposto dizimal, no qual o contribuinte terá dar a décima parte de sua renda para o governo?
Garotinho: É verdade. Mas quero deixar claro que toda essa arrecadação suplementar será usada para construir casas populares. Já está na hora de fazer moradias nos milhões de terrenos no céu que a Igreja Universal vendeu nos últimos anos.
Cocadaboa: Alguns marqueteiros reclamam que seu ridículo corte de cabelo os atrapalha a deixar sua imagem mais agradável ao público. Eles até fazem piadas sobre o assunto dizendo que o senhor não quer mudar pois os evangélicos são contra imagens. Como o senhor encara essa piadinha sem graça?
Garotinho: Não me importo que meu corte de cabelo me deixe com cara de paspalho. Os marketeiros não conseguem enxergar que os meus fiéis, digo, eleitores, precisam ver a sua imagem refletida no candidato.
Cocadaboa: O senhor como bom evangélico deve ter esperado até o casamento para ter relações sexuais com sua esposa. O fato de ela ser a Rosinha deve ter ajudado muito a esperar até o casamento, não?
Garotinho: Ter que encarar a Dona Rosinha realmente é uma grande penitência. Ainda bem que nós evangélicos só precisamos fazer sexo para fins reprodutivos. Mas nem assim consegui agüentar. Nos últimos anos não dava mais, resolvi abandonar o coito carnal e começar a adotar filhos, é muito mais prático e higênico.
Cocadaboa: Caso Rosinha vença a eleição para o governo no Rio, o senhor será o primeiro-daminho do Estado. Isso não é ainda mais ridículo do que ser chamado de Garotinho e perder até para o Serra nas pesquisas de intenção de voto?
Garotinho: Ridículo mesmo é o Pitanga, que é "primeiro-damo" da Benedita. Tudo bem que a Rosinha é um canhão, mas a Benedita... putaquemepariu!
Cocadaboa: O senhor ficou triste de ter sido considerado o candidato inimigo dos homossexuais, segundo declarações deles mesmos? O senhor não teme depois ser considerado o candidato inimigo de quem não tem religião, o inimigo de quem faz sexo antes de casar, o inimigo de quem pula carnaval, o inimigo de quem usa saia curta, etc?
Garotinho: Não sou inimigo de ninguém, isso tudo não passa de uma viadagem desses homossexuais. Como bom populista, sou amigo do povo, não importa se ele é banguela ou dá a bunda, o importante é votar em mim.
O Calúnia e Difamação é escrito por:
Odisseu Kapyn nas perguntas e MrManson nas respostas.
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