Categoria: Calúnia e Difamação
Resolvemos entrevistar Elias Maluco, traficante que assassinou o repórter da Globo Tim Lopes, quando o jornalista se infiltrou em uma favela carioca para gravar uma reportagem sobre bailes funk com orgias. Para conseguir a entrevista, fingimos que éramos uma equipe de advogados, os únicos profissionais que trabalham em sintonia com Elias Maluco. Dissemos que éramos do escritório de advocacia que está mantendo o sujeito fora da prisão e pedimos que respondesse a umas perguntas que usaríamos em sua defesa.
Cocadaboa Entrevista
Elias Maluco
Resolvemos entrevistar Elias Maluco, traficante que assassinou o repórter da Globo Tim Lopes, quando o jornalista se infiltrou em uma favela carioca para gravar uma reportagem sobre bailes funk com orgias. Para conseguir a entrevista, fingimos que éramos uma equipe de advogados, os únicos profissionais que trabalham em sintonia com Elias Maluco. Dissemos que éramos do escritório de advocacia que está mantendo o sujeito fora da prisão e pedimos que respondesse a umas perguntas que usaríamos em sua defesa. Quando já tínhamos saído da mansão de Maluco, vimos a verdadeira equipe de advogados chegando para uma reunião com o criminoso. Provavelmente, eles vão orientar Maluco a negar a veracidade desta entrevista. Decidimos correr o risco e publicá-la mesmo assim.
Cocadaboa: E aí, Maluco? Tudo bem? Por que o senhor decidiu matar Tim Lopes? Como a polícia não iria tomar nenhuma providência mesmo, não seria interessante deixar a reportagem sobre suas orgias ir ao ar no horário nobre da Globo e obter mais divulgação para o evento?
Elias Maluco: Cara, isso foi tudo um erro nosso mesmo. Os meus soldados são muito ignorantes e quando pegaram o repórter me falaram que ele era o Tim Maia. Esse desgraçado tá sumido há mais de dois anos, desapareceu me devendo mais de 5 mil Reais só de pó. Mandei matar na hora. Só depois quando vi o Jornal Nacional fiquei sabendo que esse era outro Tim... mas aí já era.
Cocadaboa: O senhor já tem uma respeitável carreira no crime, tendo assassinado diversas pessoas sem que a imprensa falasse muito em seu nome. O senhor esperava que o fato de matar um jornalista da Globo teria mais repercussão do que os outros crimes que costumava praticar?
Elias Maluco: Porra doutor, quero deixar claro que não tenho nada contra a Globo, foi tudo um erro mesmo. Quem sou eu para me meter com a vênus platinada. Aquela máfia lá é pior do que a nossa. Agora ficam jogando esse peso de "poder paralelo" para o nosso lado, fala sério. Poder paralelo aqui no Brasil é o deles.
Cocadaboa: Há boatos de que o senhor teria sido procurado por outras emissoras que ofereceram quantias significativas para que seus jornalistas também fossem assassinados, o que garantiria uma boa audiência para seus telejornais. Há algum fundamento nesses rumores?
Elias Maluco: Isso tá rolando direto. O pessoal do Cidade Alerta mandou até uns estagiários subirem o morro para ver se a gente queimava dois ou três. Mas ficar matando jornalista pega mal para a gente. As mães deles podem ficar revoltadas e fazerem greve na zona do meretrício né... aí nossa comissão vai embora.
Cocadaboa: Dizem que o senhor tem pensado em se redimir com a população e tentar melhorar sua imagem eliminando outros nomes ligados ao jornalismo da Globo, como Galvão Bueno e Cid Moreira. É verdade?
Elias Maluco: Muito pelo contrário. Eu, como traficante de renome, tenho que ser a favor das drogas. Não posso eliminá-las.
Cocadaboa: O senhor acha que, como represália ao poder paralelo dos traficantes, os jornalistas passarão a usar menos drogas?
Elias Maluco: Eu acho difícil. É mais fácil macaco parar de comer banana do que jornalista parar de cheirar cocaína e fumar maconha. E o futuro é cada vez mais promissor. Você não viu aquele monte de estudantes de comunicação organizando a Cannabis Cup em Brasília? Só com aquele evento lucrei uns 500 mil, deu para comprar 5 granadas, um lança míssil e 10 Tênis AR.
O Calúnia e Difamação é escrito por:
Odisseu Kapyn nas perguntas e MrManson nas respostas.
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