Categoria: Calúnia e Difamação
Assim que soubemos da libertação do publicitário Washington Olivetto, enviamos nossos repórteres até a sua entrevista coletiva. Como somos pobres e as celebridades nos odeiam, fomos barrados na porta. Felizmente tínhamos levado conosco um estetoscópio, o que possibilitou que escutássemos a entrevista através da parede. Infelizmente a qualidade do aparelho não era muito boa e algumas respostas podem estar distorcidas.
Cocadaboa Entrevista
Washington Olivetto
Assim que soubemos da libertação do publicitário Washington Olivetto, enviamos nossos repórteres até a sua entrevista coletiva. Como somos pobres e as celebridades nos odeiam, fomos barrados na porta. Felizmente tínhamos levado conosco um estetoscópio, o que possibilitou que escutássemos a entrevista através da parede. Infelizmente a qualidade do aparelho não era muito boa e algumas respostas podem estar distorcidas.
Cocadaboa: Washington, você acha que, no fim das contas, seu seqüestrou vai ajudar em seu marketing pessoal?
Olivetto: É bem provável. Antes deste episódio eu era conhecido apenas no meio dos publicitários broxas e das gerentes de marketing frígidas. Agora minha imagem conseguiu ganhar a simpatia de uma fatia interessante do mercado: donas de casa de 30 a 50 anos, elas são responsáveis por mais de 80% do orçamento familiar.
Cocadaboa: No meio publicitário estão dizendo que o trauma do seqüestro afetou sua capacidade criativa, pois aquela história de soltar uma pomba branca de sua varanda foi uma idéia patética e desgastada. O que você acha disso?
Olivetto: Vocês sabem tão bem quanto eu que o meio publicitário é muito maledicente, isso não passa de intriga da concorrência. É claro que essas agências mais "moderninhas" iam preferir algo com maior apelo ao público gay, como uma foquinha ou um cachorrinho, mas a W / Brasil é uma agência tradicional, não podemos ceder aos modismos.
Cocadaboa: É verdade que você já foi procurado por Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, para fundar um grupo de apoio a seqüestrados milionários? Você pensa em entrar para a religião dela?
Olivetto: Ela realmente me procurou e apresentou o projeto, estou muito interessado em participar. Mas esse papo de religião não me interessa, como publicitário já sou seguidor de uma seita muito mais obscura do que as igrejas evangélicas.
Cocadaboa: O que você acha do depoimento de um dos seqüestradores, que afirmou ter ouvido uma voz que o ordenava a seqüestrá-lo quando tocou a música W/ Brasil, de Jorge Benjor, ao contrário?
Olivetto: Eu acho que ele é um pouco surdo. A mensagem subliminar que fica clara quando a música é tocada ao contrário é que as pessoas devem me "sodomizar" e não me "seqüestrar".
Cocadaboa: A Polícia Federal estuda a participação dos três gordinhos que apareciam no anúncio do DDD, que teriam ficado com distúrbio mentais depois de serem ridicularizados pela propaganda que você criou. Você acha que essa hipótese
tem algum fundamento?
Olivetto: Se fosse punido por todos que sofrem distúrbio mental com minhas propagandas, já estaria morto. Propaganda é, por definição, distúrbio mental. Você acha que pessoas normais podem gostar de criancinhas fantasiadas de bichos tomando leite ou de uma tartaruga escrota fazendo embaixadinhas?
Cocadaboa: Os seqüestradores fizeram algum tipo de tortura com você no cativeiro?
Olivetto: Eles tocavam músicas e davam livros para que eu lesse. Fui obrigado a escutar todos os CD's do Sérgio Reis e a ler todos os livros do Harry Potter. Só Deus sabe como eu sofri.
Cocadaboa: Os seqüestradores eram chilenos. Havia uma empresa inglesa negociando seu resgate. Você estava num cativeiro na rua Kansas, que é um estado americano, no bairro do Brooklyn, que também é o nome de um bairro dos
Estados Unidos. Isso lhe desperta o desejo de fazer algum comentário?
Olivetto: Sim. Vocês são muito bons em geografia, parabéns.
O Calúnia e Difamação é escrito por:
Odisseu Kapyn nas perguntas e MrManson nas respostas.
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