Num desses dias quentes de fim de ano passei por uma noite mais que bizarra aqui na cidade maravilhosa.
Como de costume, final de ano é época de festejos, comemorações, encontros familiares... A empresa onde trabalho sempre faz uma grande confraternização de final de ano, e este ano não foi diferente. A festa organizada pelos chefes foi muito legal, bebida boa, comida da melhor qualidade e mulheres, sim, muitas mulheres bonitas e gostosas soltando a franga. Só o DJ que era de qualidade inferior, mas vá lá.
Depois de ter entornado todas e já estar bem mamado, recebi uma intimação para acompanhar uma linda jovem até seu carro que encontrava-se estacionado há uns metros do local da festa. Chegando lá, já de barraca armada, não resisti aos encantos da cabrita e caí dentro ali mesmo, no banco de trás de um Opala 79. AH! Que delícia! Que deleite! A jovem tinha um belo par de seios pequeninos e beijava muito bem. Sua bunda era gostosa e a ximbica era bem raspadinha.
É lógico que estava tudo indo muito bem pra ser verdade, alguma merda iria acontecer. E foi então que começaram as maluquices.
A companheira me fazia um ótimo bola-gato, quando de repente passou uma caminhonete cheia de chineses carecas e tacou um mico morto no pára-brisa do carro. O estrondo feito pelo impacto do pobre bichinho no vidro do carro fez a menina se assustar, reagindo de forma a morder violentamente a cabeça do meu pau me causando extrema dor. Berrei como um bode cego, xinguei a filha da puta de tudo quanto é nome, peguei o cadáver do mico e toquei fogo até o desafortunado bicho virar cinzas.
Parte 2 – Nêgo do Box
Puto da vida, larguei a mocréia e decidi entrar num ônibus pra voltar pra casa. No meio do caminho, já dentro do transporte público, desisti e resolvi dar uma esticada maior. Decidi ir numa outra festa que rolava numa boate. Saltei do ônibus e pra minha surpresa logo em minha frente aparece um travesti de dois metros de largura por três de altura. Ele não me reconheceu, mas eu sabia quem ele era. Este traveco era passista da escola de samba em que eu costumava desfilar e eu já o tinha visto várias vezes nos ensaios da bateria. Como este ano ainda não tinha ido a nenhum ensaio, me apresentei e perguntei como estavam os preparativos para o desfile. Como era o samba, o enredo, as fantasia e etc.
Ele me respondeu que tava tudo certo, tudo muito bonito, bateria cheia de paradinhas, fantasias lindíssimas, que a escola iria sagrar-se campeã e blah blah blah.
Contou-me que estava indo passar na casa de um cliente ali perto, próximo do lugar onde estava acontecendo a minha festa. Fomos então fazendo companhia um pro outro e trocando uma idéia.
Negricce era o nome dele(a) e era um traveco só passivo. Além de dar o rabo trabalhava como babá e como manicure, e fez questão de afirmar que a prostituição era apenas uma forma de complementar sua renda para que pudesse ter dinheiro pra tratar de sua beleza. Segundo Negricce: “- Posso até passar fome mas quero estar sempre linda, sempre um luxo”. Disse que cobrava apenas 50 reais pelo programa, mas que me chupava por dez contos. Respondi que não gostava de macho, mesmo que fosse vestido de mulher. Ela entendeu e achou maneiro de minha parte estar conversando com ela sem segundas intenções, coisa que poucos faziam. Foi então que o bizarro aconteceu. Ao chegarmos na esquina da rua onde a festa rolava, nos despedimos com um aperto de mão e Negricce me falou: - “Como diria Nietzsche: Não existem fatos, somente interpretações”. Virou de costas e foi embora encontrar seu destino.
Parte 3 – Prefiro Banana:
Chego na festa peço um uísque e fico pensando na porra do travesti que sai por aí citando frases de filósofos prussianos pra qualquer um que cruza seu caminho. Puta que o pariu! Onde nós estamos!!
Beleza, depois de uns goles consigo relaxar da louca noite que estava passando. Avisto então uma linda fêmea se aproximando. Ela senta do meu lado e cantarola uma música dos Kinks. - “Fudeu!” gritei em pensamento. A mulher era linda tava disponível, dando mole e ainda cantava Kinks. Melhor não podia ser! Não hesitei. Puxei papo. Tiroliroli, tirolirolá e pimba na gorduchinha. Em quinze minutos já nos atracávamos no meio da pista de dança. A mulher era insaciável e tava doidinha pra dar, me disse pra irmos embora que ela já tava de saco cheio do barulho infernal do lugar. Clássico!! Ela tinha carro e eu tinha minha casa disponível, melhor que isso só dois disso. Fomos então pro “matadouro”.
Chegando lá, pus um som na vitrola e não deu tempo pra mais nada, ficamos nus e as preliminares começaram.
E foi então que o bicho pegou.
Bastou minha pica enrijecer que a maldita dor causada pela mordida da mulher do Opala 79 voltou e pude constatar o tamanho do estrago causado. A cabeça de minha piroca estava em frangalhos, jamais conseguiria penetrar a jovem, que a essa altura já não se agüentava mais de tanta vontade de trepar.
Contei e mostrei meu problema pra ela, que sem titubear me falou: - “Tudo bem, não preciso do teu pau. Me enfia uma banana no rabo que eu não te esqueço nunca mais”.
Não acreditei no que ouvia. Depois de um mico no pára-brisa, de um traveco filósofo, e de um pau machucado, me aparece uma louca que gosta de sexo com bananas. Caraaaaaaalho!! Peço arrego!!
Fui até a cozinha peguei a porra da banana pus dentro de uma camisinha e tentei enfiar no cu da mulher, mas não conseguia de jeito nenhum. Cada vez que forçava a entrada, a banana ia se amassando, se esmigalhando, tornando-se purê de banana. Era algo impossível para mim, um cara normal, fazer aquilo. A moça então, irritada com minha incompetência, levantou-se, vestiu-se, me lascou um tapaço na cara e saiu porta a fora me deixando plantado com uma banana amassada na mão.
Não podia esperar mais nada desta noite. Então tomei um banho, rezei uma Ave-Maria e resolvi sossegar vendo TV. E foi aí que consegui alcançar a felicidade. “Um Convidado bem Trapalhão” com Peter Sellers era o filme que passava.
Já que o texto foi meio pornô, discos com capas meio nesse clima:
Country Life – Roxy Music
1974
Leche - Illya Kuryaki and The Valderramas
1999
India - Gal Costa
1976
Amorica – The Black Crows
1994
Já é!
Obs: Bom ano novo e que Santa Klaus vá ser enrabado pela rena canhota!! São os votos de
O Cocadaboa
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