Eis que leio no jornal que a associação das empregadas domésticas quer entrar na justiça contra a novela das oito. Parece que um gurizão da novela vai começar sua vidinha sexual comendo a empregada. As empregadas deviam era comemorar. Hoje em dia ninguém mais tem grana pra pagar uma e, com as luzes voltadas para o prazer sexual possivelmente proporcionado pela classe, quem sabe as pessoas voltassem a contratá-las.
Notinhas como essas me impressionam por deixar claro o tamanho do impacto social que as novelas das oito tem. Eu nunca assisti a um capítulo inteiro, até porque estudo à noite. Mas sempre sei mais ou menos o que tá rolando, seja pela conversa dos outros, pelos jornais ou pelos outros programas. Ou simplesmente por osmose, porque parece que os assuntos tratados na novela simplesmente se espalham no ar, aparecem das formas mais inesperadas e tomam conta do dia-a-dia de um sujeito honesto e trabalhador como eu.
Vejam, por exemplo, o lesbianismo. Todo mundo quer que as duas lésbicas da novela se beijem e, principalmente, todo mundo quer comer aquela mais beiçudinha que é realmente uma delícia. Como botaram duas gatinhas de sapatão, tá na moda ser lésbica. O velcro é o HYPE da estação, até a Preta Gil falou que curte. Pra todos os lugares que o sujeito olha tem duas (ou mais!) mulheres em situações ADULTAS. Graças à novela das oito, bendita seja.
A Rede Globo deveria começar a botar na roda assuntos cada vez mais conturbados, mas não esses papinhos de merda tipo desarmamento, crianças desaparecidas, vagabundas muçulmanas. Queremos algo que venha a nos causar alguma alegria, como lésbicas e mulheres que curtem apanhar.
Sugiro que a próxima novela das oito dê uma grande contribuição no sentido de popularizar ainda mais o sexo anal entre as mulheres brasileiras. Tem nego que namora há 27 anos e nunca conseguiu comer o cu da gata. Culpa da Globo. Tá na hora da maior emissora do país assumir seu papel de concessão pública, e dar uma mãozinha pra rapaziada.
Podia ter a história da menina virgem que, para não ser descoberta pela mãe ginecologista, dá o cu pro namorado se divertir. A história da mulher jovem, independente, dona de seu próprio nariz, que vive sendo enrabada e ainda tem a maior moral na vizinhança. E tem que ser atrizes gatas, para que as meninas se empolguem e consigam seguir tais belíssimos exemplos. Vamos acabar com os preconceitos que realmente interessam.
Conseguiram popularizar o namoro de velhinhas com garotões. Conseguiram popularizar o lesbianismo entre gatinhas sinceras. Conseguiram popularizar a violência doméstica. Agora só falta essa mulherada dar o cu!
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