Para entrevistar Kelly Key, nos disfarçamos de especialistas em remoção de tatuagens e oferecemos nossos serviços para livrar o corpinho da cantora do bizarro desenho do rosto de Latino. Em seu apartamento, demos a ela um comprimido que supostamente funcionaria como anestésico para a retirada do patético desenho do rosto de Latino. Ela caiu na conversa e ingeriu a pílula, que nada mais era do que uma substância que desfazia as inibições do paciente. Kelly foi respondendo nossas perguntas tranqüilamente, sem oferecer resistência. No fim da entrevista, o torpor começou a passar e Kelly olhou para o ridículo desenho do rosto de Latino que ainda permanecia no local. Algum possível efeito colateral da droga aliado ao choque de ver o horrendo desenho do rosto de Latino causou uma convulsão na cantora, que começou a babar como um bebê. É provável que depois do ataque, Kelly Key não reconheça que concedeu esta entrevista, mas decidimos correr o risco e publicá-la mesmo assim.
Cocadaboa: O que foi mais positivo para você? Envolver-se com Latino, que investiu fundo em sua carreira, ou fazer Latino de palhaço, traindo o sujeito na frente da mídia?
Kelly Key: Peraí! Eu posso Ter feito o Latino de palhaço, mas não o traí na frente da mídia! Isso é uma calúnia! Eu troquei o Latino por algo melhor quando a carreira dele estava decadente e ele não tava mais sendo convidado nem para quermesse de igreja. Tanto é que hoje em dia ele nem é mais reconhecido como o "cantor ridículo", e sim como "corno da Kelly Key". Isso pode até ser considerado um favor por tudo que ele fez por mim. O chifre tirou ele do ostracismo.
Cocadaboa: Quando você começou a namorar Latino, você era adolescente. É verdade que quando sua carreira perder força, seu empresário a orientou a processar Latino por sedução de menores e depois fazer uma música sobre isso?
Kelly Key: Eu posso até processar o Latino, mas vai ser difícil fazer uma música. Ele que compôs tudo para mim, vai ser difícil convencê-lo a me ceder mais alguma coisa depois de tanta humilhação.
Cocadaboa: Você acha que a decisão de posar nua na Playboy vai lhe abrir portas para realizar o sonho de ser apresentadora de um programa infantil?
Kelly Key: Claro que sim! Somente como símbolo sexual poderei ter moral para dar para a cúpula de diretores de uma grande emissora e receber o programa em troca. Não sei porque a pergunta, muitas outras já fizeram isso nos anos 80. Uma se submeteu a coisas ainda mais humilhantes para virar, como namorar o Pelé e o boiola do Ayrton Senna. Posar nua não é nada.
Cocadaboa: No contrato com a Playboy, você exigiu que as fotos não mostrassem em momento algum a tatuagem do rosto de Latino. Levando em consideração que as fotos não mostram sua genitália, é correto chegar à conclusão que há tatuagens de Latino em seus grandes lábios?
Kelly Key: Na verdade aconteceu uma pequena confusão. Como o Latino anda ultimamente com uma tremenda "cara de cu", o editor da Playboy viu as fotos e achou que a tatuagem dele ficava bem no meio do meu "reguinho", aí decidiu não mostrar. A semelhança é realmente incrível.
Cocadaboa: Depois de falar sobre relacionamentos entre professores e alunas e sobre submissão masculina à mulher, quais são os próximos temas sexuais que serão abordados em suas músicas?
Kelly Key: Esse filão de temas sexuais realmente dá muito dinheiro, por isso já estou pensando em fazer um CD só de músicas católicas, louvando algumas as aventuras de nossos padres.
Cocadaboa: É verdade que como sua carreira está se consolidando, você já está ganhando confiança para cantar no chuveiro sem playback?
Kelly Key: Cantar ainda não, mas já estou treinando algumas gemidas. Pode ajudar muito o futuro da minha carreira.
O Calúnia e Difamação é feito por Odisseu Kapyn nas perguntas e MrManson nas respostas.
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