P.I.R.U.
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15/01/03

Siririca: Necessidade Básica

Publicado originalmente em junho de 2001.

Siririca: Necessidade Básica

A masturbação é a maior invenção da humanidade. O poder que temos de desfrutarmos sexualmente de nós mesmos é realmente ma-ra-vi-lho-so! E do jeito que eu tô acostumado a punheta, a minha puberdade foi capaz de me propor uma nova modalidade que me tira do sério: a siririca.

A tal da guerra de cinco contra um nunca perdeu tanto o sentido quando eu pude saber o que um dedo, somente um dedo, podia gerar muito mais prazer, somente sendo balançado, sem aquilo de fechar o punho e mandar a ver.

Como é bom ver, uma boca lambendo seu dedo e tocar a pontinha que tira qualquer mulher do sério! Esse negócio do Ponto G, que sempre escutei as amigas de minha mãe reclamar que nenhum dos seus maridos sebentos e gordos conseguiram alcançar, é algo que eu passei a admirar a cada toque e lambida que eu dava nele. Ô pontinho safado. Sempre escondido dentro dos beiços daquelas extremidades úmidas e carnudas, um elixir de odor forte e urina velha de uma manhã mal sarrada.

E essa tal de siririca tomou conta da minha mentalidade, que eu não podia ver uma professora minha que me dava vontade de enfiar o dedo no meio das pernas dela e começar a forçar a porra do grelo e vê-la sambando em cima de minha mão e ainda por cima dando aula! Com seria bom se isso mesmo pudesse acontecer. Era dias e dias de formigamento nos dedos, meus olhos arregalados não paravam de incitar a ponta do meu dígito indicador da mão esquerda para uma daquelas bem básicas. Saber que aquela boca sem dentes estava sorrindo dentro de uma calcinha apertada esperando para que eu a tocasse me alucinava o pensamento e eu não sabia mais dividir a razão entre sonho ou pesadelo, a quantidade de sonhos que eu tive em relação com a siririca que eu sonhava e sonhava sem pensar e parar.
Ô filha da puta de menina que me deixou eu fazer pela primeira vez uma das mais bem pensadas das invenções humanas.

Para ser sincero, eu tinha medo de olhar para a minha mãe, para a minha empregada, para a minha avó e para a minha cachorra. Aquele tesão todo tornou-se incontrolável ao ponto de eu sempre que tinha uma convulsão siririquista eu corria para o banheiro, abria a bica de água quente e enfiava a ponta do dedo para que o torpor da água quente acalmasse o meu vício fazendo o meu dedo voltar ao normal, literalmente broxar.

Mas isso era até o dia seguinte, quando eu voltava para o colégio e via a menina que me deixou tocar no -benzadeussocorro - grelinho duro e quentinho dela. Eu não conseguia pensar em algo diferente. Nem mesmo a descoberta do sexo oral, semanas depois de eu começar a me relacionar com ela me deixava tão encantado quanto a siririca. Foi o bastante de duas semanas sem a virgindade para eu me tornar o maior expert em sirirca do país. E como eu sabia isso? Simples. Foi só eu contar para uma das amigas da minha mãe - que tomei uma coragem enorme para relatar o ocorrido - que descobri que as minhas mãos nasceram para eu ser um siririqueiro de primeira, e juro que não sabia que coroas se rebolavam tanto assim.

Um mês havia se passado e ainda com a mesma menina e mais de duzentas horas de siririca no currículo, o meu dedo maravilhado por estar do tamanho do meu pinto tamanho o inchaço era visível, eu tinha certeza plena que eu podia tornar-me um ator pornô que só ficasse naquela de bater umazinha pras mina.

Quando completei a idade de quatorze mulheres e quinze mil horas de siririca, a minha língua e minha rola perderam a função reprodutora e todas a mulheres só me pediam siririca - e era siririca pra cá - siririca pra lá que eu juro, comecei a Ter orgasmos toda vez que ficava pra mais de dez minutos atuando com a mão. E sem ao menos elas me tocarem o saco ou até mesmo fazerem um oral só pra completar tamanha volúpia de prazeres que sentíamos juntos. Mas algo ainda não pude realizar: fazer siririca com quatro mulheres ao mesmo tempo, usando as duas mãos e os pés ao mesmo tempo, sem parar. Uma máquina de fazer siririca sem parar. E embebido em mar de goza de mulher, eu fecharia os olhos e me entorpeceria, ou até mesmo eu morreria, felizardo e realizado por saber que a maior siririca foi batida por mim, e por mais ninguém na vida. Como tudo isso seria bom.

José Francisco Rego - mais conhecido por Cisco Rego, um sonhador compulsivo e de vez em quando (porque ninguém é de ferro) bate uma bronha pra lembrar dos velhos tempos.

P.I.R.U.
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