P.I.R.U.
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15/01/03

BUCETA - quando terei uma?

Publicado originalmente em abril de 2001.

BUCETA - quando terei uma?

Eu tenho quatorze anos e somente punheta é que tem me satisfeito durante esses dois anos que eu descobri que posso engravidar uma mulher. E a minha vontade de Ter uma somente para mim tem se intensificado cada dia que passa. Quero conhecer uma daquelas mulheres - não somente aquelas que meu pai vergonhosamente me mostra quando passamos em frente a Rua Ceará, aqui na praça da Bandeira no Rio de Janeiro - que o meu irmão mais velho diz existir em cada esquina da vida. Daquelas que se veste de menina e agem como devassas. Daquelas que tem cara de santinha mas adora Ter a boca preenchida com um pinto que as deixa felizes e risonhas.

Se for verdade mesmo, como aquelas de filme pornô de primeira qualidade, daquelas que trabalham com Buttman ou com Rocco Sifredi em filmes quase hollywoodianos, gemendo e esperneando, pedindo que eu coloque o meu na dela e bata até ficar roxo de tanto tapa que elas tomam.

Eu não conheço muito o grupo Cocadaboa®, até porque é a primeira vez que estou escrevendo sem ser para aquela gorda varizenta da minha professora de português, mas como eu sei que vocês têm uma ligação muito especial com aquele bando de mulheres do Banheirofeminino®, eu pediria que vocês me incluíssem na suruba que tá para rolar com elas - a não ser que já rolou, e mesmo que rolasse outra, me chamem.

Eu já até sei o que fazer quando uma dessas mulheres aparecessem na minha frente. Ela toda vestida de Tiazinha, essa mulher que no seu dia-a-dia é uma química de respeito, vestida em seu jaleco e apertando a prancheta contra os grandes peitos que possui, sem seu óculos de costume para repor uma breve hipermetropia de menos de um grau em cada uma das vistas, chega perto de mim e vê que a zero quilometragem de meu corpo atrai o seu poder para o meu pênis endurecido e tilintando para o que podemos fazer.

Sem uma cartilha pré-definida, ela põe a perna direita bem encima de minha barriga suada só pelo doce toque que seus olhos fazem com os meus, acelerando o meu nervosismo compulsivo e anos de espera para que o meu corpo beijasse e se liquidasse dentro do sovaco de coxa de uma mulher. Arrastando o seu pé para a direção de meu umbigo, meu sôfrego respirar dá lugar a uma convulsão de sentimentos e desejos que não consigo controlar direito. Ela percebe e arranca a minha calça arremessando-a para o mais longe lugar que seus fortes punhos podem jogar. E que punhos! Ela pega o meu endurecido objeto, que adentra seus lábios e roçam a sua língua ávida por aquilo. Ela adora isso. Passa horas e horas fazendo um oral tão orgivamente dantesco que nem mesmo as três ejaculadas que sua amídalas inundadas encararam, ela se dá por vencida. Seus grandes olhos verdes esperam por mais. Eu não decepciono. Aiii... vai.... mais uma!!! E ela não deixa uma gota se quer escapar à agilidade de sua língua. E vendo que não somente aquilo ela podia fazer. Ela tira sua calcinha preta, deixando a cinta-liga e a sapatilha. O corpete eu mesmo tiro, mesmo estando nervoso e pronto para tudo que podemos descobrir juntos.

Aproveitando que estava de costas para mim, ela ajoelha-se e apoia o resto do corpo sobre seus pulsos, dando vida às suas nádegas marcadas com um solzinho singelo e sortudo, por estar ali sempre que quisesse. E passo as mãos pela cinta-liga, acaricio as marcas e ajoelho-me, também, logo atrás daquele belo corpo de guitarra espanhola e liso com leve toque da seda que acoberta suas pernas. Sem precisar mirar o alvo mestre de todas as minhas desatenções pelo restante que a vida me cercara, como o costumeiro dia-a-dia que vivo a base de Punheta-Arte (um abraço ao escritor MrMan5on pelo texto), eu entro naquele sexo úmido e quente como eu nunca sentira em minha vida. Oh! O que é isso Deus Meu!? Eu não pestanejo, mostro toda a minha voracidade e a minha raiva contra a mãe-natureza por Ter me escondido esse prazer pelos anos de vida que passei como criança e pela falta de maturidade típica de um menino na minha idade. Mãe-natureza filhadumaputa!

Ela percebe a minha raiva e pede mais! Com toda a minha vontade em êxtase (e que se foda o Puro Êxtase) eu entro e saio com uma velocidade que nunca imaginei possuir. Indo e vindo indo e vindo indo e vindo indo e vindo indo e vindo indo e vindo indo e vindo indo e vindo e indo e vindo e vindo e indo e indo e vindo vindo e indo como se o ritmo que eu nunca treinei com as articulações da virilha ganhassem os anos de prática dos pulsos calejados e machucados pelo excesso do que aqui se convencionou chamar Punheta Arte (e viva Man5on, você tem razão, essa porra existe e os poucos adeptos dela são mais sagazes na vida). E nessa loucura sem precedentes no mundo da psicanálise, E Freud que se foda também com esse monte de complexos fudidos que ele inventou, eu olho para o teto e lancino rodando a mente dentro da buceta desta Mulher! que fez a química do meu corpo aflorar para fora da minha bolsa escrotal (ou saco mesmo!) sem o demoníaco auxílio que as minhas horrendas e peludas mãos me tiveram por horas e horas à fio durante os cotidianos mais espinhentos da minha vida, eu gozo dentro dela sem a preocupação moderna de estar engravidando-a também, e mesmo que os mesmos quatorze anos que ela também possui em sua mente adornada com uma bela cabeleira digna de atrizes de novela das oito, eu abro os olhos e vejo que o teclado de meu computador é a única preocupação que possuo no momento, pedindo que tomemos um banho e brindemos o que passamos por algumas horas no sinistro e bailante escuro do meu quarto de um prédio de oito andares.

José Francisco Rego - vulgo Cisco Rego, que não sabe o que escrever agora pois não é tão bom quanto Kid Malandragem, MrMan5on e P.I.R.U. em dizer o que passa no minuto em que escrevem seus textos, até porque está cansado demais e prefere tirar uma pestana para recuperar as energias e encarar a Química de quatorze anos, que como ele, vive uma fantasia de Ter a sua vida sexual mais esperta que as dicas da Revista Capricho.
piru@cocadaboa.com

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