Rápida análise dos participantes do Big Brother Brasil:
Caetano - Pelo menos a cadela que ele escolheu não abre a boca pra falar merda. Xaiane - Me fez lembrar que o Gabriel O Pensador um dia já escreveu letras interessantes. Bruno - Precisa voltar ao pré-primário para se alfabetizar melhor. Helena - Tem um vídeo dela trepando com o Gracindo Junior na internet. Não preciso falar mais nada. Kleber - Prova viva de que o homem primata ainda existe em pleno 2002. Cris - Iríamos ficar melhor se ela tivesse nascido muda. Estela - Intelectual de cú é rola. Uma garrafa de cerveja tem muito mais conteúdo que ela. Adriano - "Comeninguém". Vai acabar "ficando pra tia". Leca - Só mais uma patricinha fútil neste mundo. Vanessa - Negona gostosa pra cacete!!! Manda bem. Sergio - O gringo manda bem também. Pega a negona gostosa pra cacete. André - Uma libélula cantadora.
Então, pra dar fim a trilogia de textos sobre meus inesperados encontros com figuras destes reality shows da vida, vai um relato do meu quase encontro o cantor do Big Brother Brasil, o tal do André Gabéh.
O que aconteceu foi que em meados do ano passado, fui convidado para gravar três músicas com Richard Zíper, um cara que tocava numa banda dos anos 80 chamada Dr. Sylvana e Cia., e estava querendo voltar às paradas de sucesso para ganhar muito dinheiro, fama e piririm pororom.
Achei meio esquisito pois nem conhecia o maluco e suas músicas, mas aceitei o convite pois a grana era maneira e eu não ia ter muito trabalho. Fui lá gravei as baterias das músicas, que não vou nem entrar no mérito se eram boas ou ruins, recebi minha grana e esperei até receber o cd com as três canções finalizadas. Num certo dia o cd chegou. Design meio sarapa, mixagem esquisita pra caralho, mas meu nome tava lá junto do resto das pessoas que participaram da gravação, e minha grana tava no bolso.
Passou-se o tempo, e quando começou esse bafafá sobre o programa BBB, eu vi a escalação dos participantes do programa e notei que algum nome ali não me era estranho. André Gabéh !! Caralho eu conhecia esta porra deste nome de algum lugar!! Quando soube que o cara era cantor, achei que podíamos ter feito algum show no mesmo lugar ou coisa parecida. Mas não era nada disso. Eu não me lembrava de jeito nenhum da onde que eu o conhecia.
Dias depois quando já tinha me esquecido da história do tal nome, parei para ouvir o disco de Richard Zíper, e lendo os nomes dos músicos me deparei com o nome do maluco do BBB. Tava lá: "vocais: André Gabéh".
Quase tive uma crise de risos pois não acreditava que além de ter conhecido o Supla e o Alexandre Frota, eu agora tinha tocado na mesma música que um participante do BBB. E o mais engraçado é que apesar do cara ter uma voz boa, os vocais gravados por ele eram muito bizarros. Soavam como se fossem várias Cinderelas suicidas enrabadas. Como diria o saudoso Januário de Oliveira: "Cruel!! Muito Cruel!!". Puta que o pariu, onde é que eu vou parar!!??
Mudando de assunto, que disco eu poderia indicar nesta edição? Nada me vinha na cabeça. Não conseguia achar nenhum disco relacionado a algum tema em questão. Poderia sair falando qualquer coisa de qualquer disco maneiro, mas não seria tão legal.
Foi então que um mosquito chamado Nicolau veio ao meu ouvido e me soprou: "Fala sobre a dengue!!".
Não pensei duas vezes. O disco tem que ser relacionado à epidemia de dengue que assola o Rio. Mas que disco seria este? Qual disco poderia ser relacionado a uma doença!? Novamente o mosquito Nicolau me salvou: "Se liga rapá, dengue é Novos Baianos porra!!".
Realmente peguei o meu disco Acabou Chorare (1972) e entendi o que o mosquito queria me dizer. A capa do disco tem tudo a ver com mosquitos, água parada, larvas e etc. Uma porrada de cumbucas, bules e panelas sujas, com insetos e restos de comida ao redor. Local ótimo para a proliferação dos pequenos aedes aegypts.
No início dos anos 70, os Novos Baianos viviam no meio do mato, num sítio em Vargem Grande numa espécie de comunidade hippie com tudo que tem direito. No sítio os malucos ensaiavam, compunham e jogavam bola. Além de fumar muito mato e coisa e tal.
E foi lá neste cenário que eles fizeram um dos melhores discos da música brasileira. Antes deles já haviam misturado rock com samba, frevo, choro e etc; mas os Novos Baianos fizeram isso de um jeito próprio que não copiava ninguém.
A banda/comunidade era demais, só tinha neguinho sinistro: Morais Moreira, violonista e compositor de grande habilidade; Dadi, baixista clássico; Pepeu Gomes, que na época arrebentava a boca do balão na guitarra; Jorginho Gomes, que além de esmerilhar na bateria, ainda tocava cavaquinho e bandolim igual um filha da puta. Não podemos esquecer o Boca de Cantor e o carisma da Baby Consuelo, aquela típica mulher que é meio feia mas dá o maior tesão. Os dois também arrebentavam.
Músicas fodas não faltam no disco. É uma atrás da outra. Minha preferida é "Mistério do Planeta" que tem um dos melhores solos de guitarra de todos os tempos. Outros discos fodas dos Novos Baianos vieram depois, mas Acabou Chorare é surreal de tão bom.
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