
Ombudsman 25 Nossas Bodas de Prata Queridos, nunca pensei que eu fosse capaz de levar um relacionamento por tanto tempo e tão seriamente como é o nosso. Vinte e cinco edições juntos; quem diria... É por isso que proponho um brinde à paciência de vocês e à minha resistência junto aos desmiolados do Cocadaboa. Espero que consigamos nos aturar mutuamente (pelo menos até completarmos as bodas de ouro) em nossa busca pela verdade, justiça e por um nível mais alto no Cocadaboa. Vamos ao tricozinho básico da coluna. Na sexta passada conhecemos duas meninas que fazem parte do famoso Conselho Jedi. Pudemos notar que, diferente dos nerds homens, elas são bastante legais, normais e bem humoradas. Até quando é para ser doente, a mulher é melhor que o homem! Ai, ai, como é bom ser mulher... Ah, já ia esquecendo, um beijo para a Lilaise e outro para a Giovanna. Bom, vamos aos textos dessa edição que teve seus altos e baixos. O Manson arrasou em seu "Que Vergonha! Eu não Voto!". Uma breve historinha oportuna. Eu NUNCA me senti tão enojada com o tema "política" quanto nessas eleições. Do panfleto aos galhardetes, TUDO me incomoda. Eu estava indo comprar as caixas que embalam as camisetas do Cocadaboa, quando de repente me deparo com a equipe de campanha de Solange Amaral, candidata ao governo do Rio de Janeiro. Foi tamanha a vontade de falar uns desaforos que tive que sair da reta. E ela, sem dar conta da minha revolta, passou com aquele riso amarelo (podre de falsidade) abraçando os adultos, beijando as crianças, acompanhada pelo bando de parasitas que a cercam, com câmeras, banda de música e o resto todo. Ignorante, o Manson? Que nada! Acreditar no circo volante que encontrei na rua é que é lirismo demais, até pra mim. Tadinho do Sherlock, gente! O pobre se pela de medo de morrer, aí vai resolver falar justamente disso em seu "Corpos Pútridos de Alma Imortal"??? A coisa é tão séria que se ele pudesse alterar todo o pensamento Ocidental para não se sentir "perdendo a festa da vida" ele faria. Então, tenham paciência com o Sherlock, mesmo que o texto seja demasiado longo. Morte definitivamente não é com ele. O Odisseu, que costuma ser super diplomático nos seus textos, deu uma bela duma alfinetada no povo que faz e curte Rap que nos valeu alguns emails de protesto. Teve gente que veio pessoalmente se posicionar contra o Odisseu sobre o "Diz aí, Rap!" pedindo que, por meu intermédio, pudesse dar uma resposta. Como essa coluna procura ser democrática (na maioria dos aspectos) aí vai. Odisseu, na maior parte do texto você fez duras acusações aos rappers, seus modos, sua cultura e sua música, mas dizia não falar sobre isso, alegando não ser esse o tema do texto. Uma covardia assumida, tudo bem. Mas como você não falava sobre essas coisas eles (os rappers) nada têm a declarar. O tema do texto era o paradoxo das classes média e alta ouvindo músicas com o teor do Rap. Quanto a isso a opinião deles é que se o Rap for ouvido e assimilado, talvez a consciência seja instituída e sua realidade se modifique. Se vão conseguir ou não, nem mesmo eles sabem, mas é essa a esperança. E tem mais, sobre seu questionamento se o dinheiro fala mais alto que a ideologia, a resposta é não. Já sobre eles serem ou não vingativos, a resposta é depende.... Tá, então vamos lá.... lara lá lala... (estou enrolando um pouco porque achei o texto do Eddie Torres bem mais ou menos). Não vou comentar muito, por que o "Big Casa dos Brothers (quase) Famosos" não é bom, mas também não é ruim. É como mingau de aveia, chá preto com biscoito água e sal, chuchu com ovo (esse último é ruim, mas não deveria, deveria ser apenas sem graça). Para não ficar só malhando vou dizer que a equipe do Cocadaboa daria um ótimo elenco para um reality show. Junta mais umas mulheres e pelo menos um galã (que esses meninos o que têm de talento têm de feiúra) e a gente daria uma audiência muito maior que essa gentalha que anda por aí. Pensem nisso e nos mandem as propostas. Outro que gerou polêmica (mas em outro sentido) nessa edição foi o nosso MEM. O questionamento de muitos de nossos leitores e inclusive meu era: - Quais os aditivos químicos o MEM utilizou para escrever o "Mazolinha e as Meninas"? Sim, porque o MEM se superou no non sense! Surrealismo é fichinha! O cara deu uma de dadaísta, juntou um monte de idéias escritas em papel embaralhou num saco e o papel que ía sendo tirado se transformava num parágrafo, só pode ser... O texto está ótimo de engraçado. Realmente, vale a visita. E mais uma vez tivemos o Ciclotron levando ao rodapé o nível da edição. Eu já tinha me revoltado com ele em nome de Fátima Bernardes, mas aí o cara deve ter ido pesquisar a minha vida para poder compor a "pérola" que é "O bairro dos Babacas". Sim, leitores, é pessoal, o cara foi descobrir que eu estudo algo relacionado às artes para poder me sacanear!!! Concordo que existam algumas coisas esquisitas em Santa Teresa, mas não ter talento algum é o que motiva um cara a fazer um texto assim. Até certo ponto fazia sentido, mas depois essa analogia com as academias, os psicólogos... fica muito inconsistente para mim. Na próxima dessas coincidências, envolvendo a minha pessoa e o Remo Ciclotron, os leitores do Cocada terão o prazer de ver o verdadeiro duelo de Titãs, aguardem. Bom, queridinhos, por hora é isso. Adorei cada dia dessa nossa relação e vou continuar amando esse nosso contato delicado com pitadas acri-doces (o "acri" é proporcionado por gente como o Ciclotron). Beijinhos da Mulher Maravilha mulhermaravilha@cocadaboa.com (ver relato da edição anterior) |